A autorização da duplicação da BR-467, no trecho entre Cascavel e Toledo, está trazendo mais tranqüilidade para a população do Oeste do Estado. A obra vai desafogar o trânsito do trecho de 45 km, com fluxo intenso de caminhões e de ônibus com estudantes. A autorização para licitação da obra foi assinada pelo governador Roberto Requião no dia 17. Com a transferência de domínio da estrada, do governo federal para o Estado, a rodovia passa a se chamar PRT-467 (o T indica a transferência, como ocorre em trechos da BR-280 no Sudoeste, que virou PRT-280).

O tráfego de veículos na rodovia fica mais perigoso a partir das 18h dos dias úteis da semana. Vans e ônibus levando estudantes entre as duas principais cidades da região são expostos ao risco de colisão, quando ultrapassam caminhões de carga. O percurso volta a se tornar tenso às 23h, quando os estudantes retornam às suas cidades de origem.

“A duplicação representa tranqüilidade para os pais que têm filhos estudando nas faculdades de Toledo e Cascavel”, afirma a comerciante Ivone Kroh, que morava em Toledo e se mudou para localidade de Sede Alvorada, a cerca de 16 km do perímetro urbano de Cascavel. Agora, Ivone mora junto a sua padaria para não ter de enfrentar os perigos da rodovia todos os dias.

Crianças

Além dos universitários, crianças que vivem perto do trecho urbano da rodovia também são expostas a acidentes. “Diariamente vejo centenas de crianças atravessando a BR a caminho da escola”, testemunha o comerciante e ex-caminhoneiro Paulo Bonato.

Dono de uma bicicletaria na Vila Cataratas, na margem da rodovia, Paulo levou em conta o risco que corria na estrada para abandonar o trabalho com caminhão. “Cheguei a passar por cinco acidentes num percurso de pouco mais de 6 km”, lembra.