Uma exposição inusitada chamou a atenção de quem passou ontem pelo Crematório Vaticano, em Curitiba. Cinzas de dez pessoas foram transformadas em quatorze obras de arte, como quadros e esculturas.

continua após a publicidade

As mesmas foram criadas pelos artistas Bianca Oliari Macoppi, Graciela Scandurra, João Carlos Bohm, João Moro, Marina S. V. Gosch, Marllon Christian Stgemann do Amaral, Tony Reis, Miriam Brunor Cooper e Emerson Brunor.

Segundo a diretora do crematório, Milena Cooper, a prática de transformar restos de cremação em obras de arte surgiu há poucos anos, nos Estados Unidos. Porém, rapidamente começou a ser levada para outros países do mundo.

“A iniciativa partiu de uma artista norte-americana, que ficou viúva. Ela teve a ideia de pintar um quadro com as cinzas do marido. Muitas empresas se interessaram e passaram a fazer o mesmo, em diversos países”, comentou. “As famílias precisam de alguma coisa física que faça referência à pessoa falecida. Muitas vezes, após a cremação, as cinzas são jogadas no mar ou espalhadas na terra. Agora, um pouco destas cinzas podem ser guardadas e transformadas em uma obra de arte”.

continua após a publicidade

Para compor as obras de arte, as cinzas são misturadas a outros materiais, como tinta, vidro e papel. Há algum tempo, a economiária aposentada Maria Aparecida Farias vinha pensando em uma forma de homenagear o filho, que faleceu e foi cremado em 1997, aos 30 anos de idade. Por isso, permitiu que as cinzas do rapaz fossem transformadas em escultura.

“Foi feita a escultura de uma mulher grávida, pois meu filho sonhava em ser pai, o que não aconteceu. Quando vi a obra, fiquei bastante emocionada. Foi muito comovente e uma forma bonita de homenagear meu filho”, contou.

continua após a publicidade