Foto: Ciciro Back/O Estado

Explosão abriu canal de desvio do rio.

As obras da barragem Piraquara II, que vai aumentar a produção de água na Região Metropolitana em 600 litros por segundo, chegaram a um ponto decisivo ontem. Com a colaboração do governador Roberto Requião, que detonou os explosivos, foi aberto o canal de desvio do rio para a galeria de concreto estrutural para o escoamento da vazão.

"A obra garantirá o abastecimento de Curitiba e Região Metropolitana, numa grande reserva de água potável", disse o governador. Ele aproveitou a oportunidade para ressaltar o investimento do atual governo no setor de abastecimento de água e redes de esgoto. "Estamos com obras por todo o Estado, inclusive no Rio Miringuava", afirmou. Ao término das obras na RMC, serão atendidos 800 mil habitantes, com segurança no abastecimento até 2010.

Trabalho

Segundo o coordenador do projeto conduzido pela Sanepar, Scherman Cordeiro, o desvio é o marco significativo da obra. "A parte estrutural já está em estágio avançado e a previsão de entrega é para março do ano que vem", diz.

A intervenção humana para o desvio do rio foi necessário porque em Curitiba e região não há nenhum rio com grande volume. "A barragem permitirá o acúmulo da água das chuvas e não comprometerá o abastecimento em períodos de estiagem", ressaltou o gerente da obra, José Roberto Zen.

O volume total do reservatório será de 20,8 milhões de metros cúbicos, alagando uma área de 560 hectares. Após as obras de funcionamento da barragem, haverá o período de limpeza da área, bastante remexida. "Há o compromisso ambiental depois de concluído o trabalho de engenharia", diz Zen.

Antes da construção da barragem Piraquara II, Curitiba e Região Metropolitana contavam com o abastecimento de três reservatórios: Piraquara I, Passaúna e Iraí, que atendem a 3 milhões de habitantes. "Como a Sanepar trabalha sempre à frente, começamos o projeto antes que a população corresse risco de racionamento. A demanda cresce a cada ano e temos que estar preparados", finalizou Zen.