A duplicação da BR-153, no trecho entre Jacarezinho e Santo Antônio da Platina, revelou itens históricos para a história paranaense. Durante os trabalhos de terraplenagem, equipes de arqueologia da concessionária EPR Litoral Pioneiro identificaram cinco sítios arqueológicos ao longo da rodovia. Os achados comprovam que o traçado atual da estrada pode ter servido como antiga rota de deslocamento de populações no século XIX.
Entre os materiais encontrados estão fragmentos de louças, vidros e porcelanas concentrados nos quilômetros 7, 22 e 23, em Jacarezinho. A principal hipótese dos especialistas aponta que esses objetos pertenciam a famílias que migraram das fazendas paulistas para o Norte do Paraná por volta de 1860, impulsionadas pela expansão do cultivo do café. Todo o processo de recolhimento das peças segue os requisitos legais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Outro destaque da análise é a Pedra Criminosa, local já famoso pela relevância geológica em Jacarezinho e que agora passa por estudos de grafismos antigos. Os arqueólogos e a concessionária trabalham em parceria com o IPHAN para compreender a cronologia e a origem desses registros, ampliando o conhecimento sobre a presença humana e a ocupação histórica na região do Vale do Paranapanema.
Achados de sítios arqueológicos vão atrasar obras na BR-153
A concessionária confirmou que o monitoramento arqueológico e as etapas de salvamento das peças não vão atrasar o cronograma das obras de ampliação da BR-153. A empresa afirma que mantém acompanhamento permanente na pista para garantir que novos vestígios sejam preservados, respeitando os programas ambientais e as exigências da licença de operação.
Após o término dos resgates e das análises laboratoriais, todo o material recolhido será destinado à Universidade Estadual de Maringá (UEM) para catalogação e preservação do acervo.
