Curitiba comemora hoje o Dia Mundial sem Tabaco de olho nos índices de redução de dependências nos últimos anos e sem esquecer os desafios que ainda precisam ser enfrentados. Entre 2010 e 2011, a parcela da população fumante na cidade subiu, passando de 17% para 20,2%, de acordo com os últimos dados do sistema Vigitel, que faz o levantamento dos fatores de risco para doenças crônicas.

Mesmo com o aumento nos índices, o coordenador do Programa de Controle ao Tabagismo, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), João Alberto Lopes Rodrigues, acredita que não houve perda nos resultados conquistados nos anos anteriores. “O dado está dentro da margem de erro, mas nossa meta é reduzir mais”, afirma. Para ele, isso só será alcançado com as ações integradas de combate intensificadas.

Em vigor desde novembro de 2009, a lei municipal antifumo está entre os fatores que mais contribuem para a redução do número de fumantes. “É uma lei que pegou. As pessoas estão acostumadas a entrar em ambiente fechados e não ter fumaça”, avalia o diretor do Centro de Saúde Ambiental, Luiz Antônio Bittencourt Teixeira. Entre 2010 até este mês foram 323 infrações por descumprimento e 693 denúncias. Teixeira acredita que a tendência é a queda nos números. “A cultura antifumo está mais estabelecida.”

Perigos

Considerado doença, o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. O tabagismo passivo também está nesta lista e o diretor do departamento de tabagismo da Sociedade Paranaense de Cardiologia, André Ribeiro Langowiski, alerta para os perigos que a fumaça dos cigarros representa à saúde. “A fumaça que sai do cigarro tem três vezes mais nicotina e até 50 substâncias cancerígenas que o fumante não absorve por causa do filtro”, explica. As partículas, explica o cardiologista, permanecem nos ambientes e podem ser inaladas mesmo depois que a pessoa parou de fumar.