Cerca de cem famílias que vivem da pesca no balneário de Shangri-lá, Pontal do Paraná, estão comemorando, desde o último final de semana, a chegada de uma nova opção para comércio de frutos do mar. Após sete anos de disputas judiciais e sem a devida tranqüilidade para comerciar os peixes, os pescadores contam agora com um novo e regularizado mercado de pescados.

O presidente da Associação Comunitária de Pescadores de Shangri-lá (Acops), José Tavares, o Zequinha, declarou que, há sete anos, o antigo mercado estava funcionando, mas que a pressão do Ministério Público era enorme para retirá-lo do local, por estar em área da União. ?Trabalhávamos, mas era aquela tensão, pois poderíamos perder nosso tradicional lugar?, lembrou, agradecendo ao deputado Hermas Brandão (PSDB), que conseguiu a liberação de R$ 15 mil para a construção do novo mercado.

Zequinha explicou que os recursos vieram do Estado, e a mão-de-obra foi de responsabilidade da Prefeitura de Pontal do Paraná. ?Agora estamos regularizados com a Capitania dos Portos, com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Departamento de Patrimônio da União?, comemorou o pescador.

O presidente da Acops contou que no mercado existem vinte bancas. ?Cada uma é dividida para duas ou três famílias?, revelou, destacando que o mercado fica na Rua Copacabana, em frente ao mar. Essa organização e a regulamentação de acordo com o que a lei exige, possibilitará atender melhor os fregueses e criar uma tradição de qualidade.

Entre as melhorias que o novo mercado vai trazer aos pescadores locais, Zequinha destacou a questão da higiene. ?Agora está mais limpo, mais bonito. Por ser assim, chama turistas até de Matinhos, Guaratuba, que vêm procurar peixe aqui?, falou.

Zequinha não perdeu a oportunidade de fazer sua propaganda e convidar as pessoas a conhecer o mercado. ?O preço é bom. Camarão, filé de pescada e robalo podem ser comprados por R$ 8,00 ou R$ 10,00 o quilo?, anunciou. Ele destacou que diariamente cada barco pesca entre 50 e 100 quilos de peixe. ?Na alta temporada tudo é vendido?, relatou.