Novo contrato garante a normalidade do Hospital Evangélico de Londrina

Na última quarta-feira (30), a Prefeitura de Londrina, o Hospital Evangélico e a Irmandade Santa Casa assinaram um contrato possibilitando a Santa Casa a receber, mensalmente, mais R$ 217.200,00 e o Evangélico, mais R$ 155.000.00, num total anual de R$ 4.446.000,00. "Estávamos numa situação crítica. Saímos do caos", falou o diretor do Hospital Evangélico de Londrina, Luiz Soares Koury.

O contrato propicia, com recursos municipais através do Fundo Municipal de Saúde, contribuir com os hospitais para melhorar a remuneração de médicos especialistas nos plantões das duas instituições. O serviço se refere ao atendimento de referência para os pacientes encaminhados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Koury lembrou que as negociações tiveram início há um ano e o passo dado pela prefeitura é muito importante para normalizar o atendimento dos hospitais que atendem urgência e emergência. "Estávamos com dificuldade para conseguir médicos para os plantões", admitiu o diretor do Evangélico.

A informação foi compartilhada pelo diretor superintendente da Santa Casa de Londrina, Faad Haddad, que reafirmou a dificuldade para fechar as escalas de plantão à distância (sobreaviso). "Por causa da defasagem dos valores da tabela do SUS [Sistema Único de Saúde]", afirmou o superintendente.

Para Haddad, as negociações com a prefeitura permitiram chegar a este momento. "Londrina pode se orgulhar da saúde. Graças a essa ajuda que a prefeitura está dando é que vamos dar continuidade no atendimento aos usuários", disse Faad Haddad.

O presidente do Sindicato dos Médicos de Londrina, José Luis de Oliveira Camargo, representando a Associação Médica e o Conselho Regional de Medicina (CRM) na cerimônia de assinatura do contrato, disse que um diagnóstico realizado em 2007, dava conta de que os hospitais não conseguiriam manter os serviços médicos por falta de profissionais.

Para Camargo, o convênio assinado não resolve todos os problemas, mas ele definiu a proposta como uma solução avançada. "Durante as negociações me surpreenderam a clareza, a capacidade de compreensão e a sensibilidade da secretária [de Saúde Marlene Zucoli] pra chegar a um bom encaminhamento", disse o presidente do Sindicato dos Médicos.

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