Após passar por discussão e revisão, está em vigor, desde terça-feira, o novo código de conduta médica, que atualiza os direitos e deveres dos profissional. Com a mudança do código acredita-se que a comunicação entre médicos e pacientes possa melhorar ainda mais.

De acordo com o médico ortopedista e vice-presidente do Conselho Regional de Medicina – seção Paraná (CRM-PR), Carlos Roberto Goytacaz Rocha, era natural que o documento passasse por modificações. “O código existe há mais de 20 anos. Tanto a sociedade quanto a medicina evoluem constantemente.”

Letra

Entre as principais modificações, o vice-presidente destaca que o paciente terá autonomia sobre o tratamento de doenças terminais e pode exigir boa caligrafia. “O paciente poderá encerrar o tratamento e ir para a casa, cabendo ao médico seguir com trabalho para aplacar a dor do enfermo. No caso das caligrafias, a determinação ficou mais explícita. Já enfrentamos situações em que um médico recebeu uma denúncia e, quando solicitado o prontuário, nem ele e nem ninguém conseguiu decifrar o que estava escrito.” Em caso de descumprimento do código, Rocha garante que o Departamento de Fiscalização (Defep) do CRM-PR estará pronto para monitorar.

O angiologista e presidente da Associação Médica do Paraná (AMP), José Fernando Macedo, cita falta de médicos em um plantão como o problema que deve melhorar. “O diretor técnico da instituição de saúde será o responsável por isso. Caso um médico falte, ele deverá repor imediatamente, sob risco de punição.”