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Abastecimento

Nova barragem afasta risco de racionamento na Grande Curitiba

Comportas do lago da barragem Piraquara II serão fechadas na próxima semana

  • Por Elizangela Wroniski, Estadão Conteúdo

Na próxima semana, as comportas que formarão o lago da barragem Piraquara II serão fechadas e, até o fim do ano, o sistema deve entrar em operação. Com a entrada em funcionamento da quarta barragem a atender Curitiba e região metropolitana, os riscos de racionamento – como o que ocorreu em 2006 – diminuem.

Na próxima segunda-feira, a Sanepar também inaugura uma nova estação de tratamento, a do Rio Miringuava, em São José dos Pinhais, que atenderá 800 mil pessoas.

Em 2006, devido à estiagem, a população precisou economizar água. De 22 de julho até 4 de setembro foi implantado um sistema de rodízio e os moradores tiveram que passar o dia só com a água dos reservatórios que tinham em casa. O nível das represas que abasteciam a região estava muito abaixo do normal.

O gerente de obras da Paranasan (o programa de saneamento do governo do Estado), Sérgio Wippel, explica que as três represas conseguem garantir o fornecimento de água durante quatro meses sem chuva, mas com a nova barragem, o tempo passa para seis meses. Ele comenta que a captação para o abastecimento é feita diretamente dos rios. Mas como a capital fica perto das nascentes, os mananciais não possuem um

grande fluxo de água e, quando não chove, é preciso usar o que foi armazenado nas represas. Ao todo, o sistema na região de Curitiba atende 3,1 milhões de pessoas.

Piraquara II começou a ser construída em 2003 e está em fase final. Com o fechamento das comportas, até o fim do ano 20% do lago estará formado, podendo começar a operar.

O processo de armazenamento dos 21 milhões de metros cúbicos só termina daqui a dez meses. Serão produzidos 1.140 litros por segundo. O lago tem 12 quilômetros de extensão e seis quilômetros quadrados de área. Representa 20% da água armazenada nas quatro barragens da região, que incluem Piraquara I, Passaúna e Iraí.

A barragem está localizada no quilômetro 68 da PR-415, conhecida como Estrada da Roseira. A obra custou cerca de R$ 91,6 milhões, sendo R$ 32 milhões em desapropriações e perto de R$ 5 milhões em ações compensatórias, como a construção de um barracão para uma cooperativa de agricultores da região.

Nova estação

Quando começar a operar, a estação de tratamento do Rio Miringuava vai atender 800 mil moradores de Curitiba, São José dos Pinhais, Araucária e Fazenda Rio Grande.

Os sistemas operacionais antigos que atendiam esta parcela da população serão desativados. O custo da obra foi de R$ 143 milhões. Inicialmente, a estação produzirá mil litros de água por segundo. Mas em 2015 a capacidade vai dobrar, por causa da construção da barragem no Rio Miringuava.

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