Quatro páginas internas foram dedicadas exclusivamente à cobertura do ataque. O Estado noticiou a estimativa inicial de 10 mil mortos, a provável guerra que os Estados Unidos iriam deflagrar, mesmo sem saber contra quem e mostrou as listas de suspeitos, encabeçada por Osama bin Laden, e publicou uma entrevista com um historiador que comparou o fato ao ataque de Pearl Harbor, já que aquela havia sido a única ocasião em que os Estados Unidos foram atacados em seu território.
Mas o atentado também foi o destaque nos outros cadernos do jornal. O noticiário nacional mostrava a preocupação do governo federal e a busca por notícia de vítimas brasileiras. O caderno de economia mostrava o nervosismo do mercado e a conseqüente alta do dólar. O Almanaque trazia uma entrevista com o teatrólogo Gerald Thomas, que morava ao lado do World Trade Center e viu tudo de sua janela. No caderno de esportes, o assunto foi tema para a coluna de Luiz Augusto Xavier: ?Difícil escrever sobre futebol enquanto o mundo está sendo destruído pela intransigência dos seres humanos?, dizia.
Todos os desdobramentos dessa tragédia marcaram as capas de O Estado nas semanas seguintes: o número oficial de mortos (mais de 3 mil), a caçada a Bin Laden até a guerra dos Estados Unidos contra o Afeganistão e a conseqüente queda do regime Talibã.