A chuva de ontem não atrapalhou o trabalho dos caminhões que foram até o aterro sanitário da Caximba para despejar a grande quantidade de lixo acumulada desde terça-feira. Depois de aguardar pela definição do impasse entre Prefeitura de Curitiba, Ministério Público (MP) e Instituto Ambiental do Paraná (IAP), os caminhões retornaram a descarregar normalmente.

Os resíduos de Curitiba e das 14 cidades da Região Metropolitana (RMC) foram colocados na área de 51 mil metros quadrados liberada pelo IAP e MP, pivô de toda a confusão. Isso porque um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta não estava sendo respeitado pelos municípios.

Até o final da manhã, três caminhões descarregavam o lixo ao mesmo tempo para agilizar o serviço. Alguns dos caminhões que aguardavam na fila ainda estavam com resíduos do dia anterior. O diretor do Departamento de Limpeza Pública de Curitiba, Nelson Xavier Paes, ressaltou que na parte da tarde os trabalhos no aterro já estavam normalizados. Mesmo com a fila dos últimos dias, caminhões de toda a RMC entraram e despejaram o lixo. “A chuva só aumentou o tempo do descarregamento, mas os procedimentos estão normais”, assegurou.

Fiscais do aterro informaram que o volume de lixo depositado na Caximba após o atraso cresceu cerca de 20% comparado ao normal, que é de 2,4 mil toneladas por dia. Com relação à vida útil do aterro sanitário, calculada inicialmente para um ano, Nelson explicou que o Plano Gerenciador de Resíduos Recicláveis deve ser implantado por todos os municípios da RMC, o que aumentaria o tempo de utilização.