Um museu educativo, inaugurado ontem, em Curitiba, tem como proposta conscientizar jovens e adultos sobre os perigos e malefícios do uso de drogas. O museu que tem o nome de Elias Abrahão, ex-secretário de Educação do Paraná morto em um acidente de automóvel em 1996 – fica na sede da Divisão de Narcóticos (Dinarc), da Polícia Civil do Paraná, e reúne no acervo mais de 300 peças, que vão desde objetos usados para o consumo de entorpecentes, medicamentos psicotrópicos, até fetos de mulheres que abortaram por causa do uso de drogas.
Todo esse material é objeto de apreensões feitas pela polícia desde 1994. O delegado-chefe da Dinarc, Osmar Dechiche, conta que a função principal do museu é alertar a sociedade em geral dos efeitos negativos das drogas. Além disso, cumpre o papel de mostrar uma polícia integrada com a sociedade. ?Muito além da repressão, somos uma polícia que tem a função de educar, formar caráter e ser cidadã?, comentou.
O museu poderá ser visitado mediante agendamento. Todos os visitantes serão acompanhados por uma psicóloga ou assistente social que integram o Centro Antitóxicos de Prevenção e Educação (Cape), da Dinarc, que será responsável pelo museu. A psicóloga, policial civil e coordenadora do Cape, Maria Cristina Venâncio, destaca que o órgão auxilia familiares e amigos de pessoas que tenham envolvimento com drogas. Também mantém grupos de prevenção e orientação.
Serviço:
O Museu Elias Abrahão funciona de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 18h, na Rua José Loureiro, 540, 1.º andar. As visitas podem ser agendadas através dos telefones (41) 3232-8367 e 3232-2734.


