Prefeituras e instituições do governo estadual podem trabalhar em conjunto para proteger os mananciais da Região Metropolitana de Curitiba. Em audiência realizada nesta segunda-feira (18), no Ministério Público, representantes de 15 entidades se comprometeram em estudar até o final do mês ações que inibam ocupações irregulares em áreas de mananciais. Para estabelecer a lista das ações, representantes dos municípios agendaram nova reunião para 25 de junho, às 14h30 horas, na sede da Sanepar.

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Só em Curitiba, cerca de 50 mil pessoas vivem em ocupações irregulares ou em áreas de risco, de acordo com a Secretaria de Habitação da capital. Segundo o procurador de justiça Saint-Clair Honorato dos Santos, é urgente priorizar e rever ações que integrem a proteção ambiental, a legislação e o orçamento municipais, as políticas públicas de habitação e o meio ambiente. ?Precisamos de estratégias que saiam do papel e de seriedade na implantação das ações?, disse.

Ele pediu que se estabeleçam ?marcos de congelamento? para as áreas de mananciais. De acordo com o procurador, existem regiões que não podem mais crescer sob o risco de acabar com a oferta de água para consumo humano. ?É preciso tratar a área de manancial como tal e compreender que só o respeito ao meio ambiente poderá garantir água em quantidade e qualidade suficientes para as gerações futuras?, disse.

Para a diretora de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Maria Arlete Rosa, que participou da reunião representando a Companhia, as parcerias são um dos caminhos para evitar as possíveis ocupações irregulares em áreas de mananciais. Ela citou os casos das comunidades de Zumbi e Guarituba, onde a regularização da ocupação está sendo consolidada.

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A lista-padrão de ações que impeçam ocupações irregulares em áreas de mananciais deve ser criada pelo grupo que participou da audiência desta terça-feira (19). A lista deverá servir para todos os municípios da Região Metropolitana de Curitiba com áreas de mananciais.