Muitos atrasos no resgate do avião cargueiro DC-10

O resgate do cargueiro DC-10 da Companhia Aérea Cielos del Peru não havia sido concretizado ontem até o fechamento desta edição, contrariando as expectativas mais uma vez. Há doze dias o cargueiro derrapou na pista do Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais. A expectativa ontem, a princípio, era concluir a minipista de concreto até às 16h e então iniciar as tentativas de reboque para retirá-lo até às 18h. No entanto, a conclusão da minipista de quase 150 metros entre a aeronave e a pista principal acabou atrasando, e as tentativas de reboque só tiveram início por volta das 19h30.

São quase duas semanas de trabalho constante de dezenas de técnicos da Varig Engenharia e Manutenção (VEM). Na quarta-feira, a equipe conseguiu desatolar a aeronave, que foi colocada numa base de concreto. A aeronave seria rebocada por um trator e apoio de pelo menos quatro blindados do Exército.

Até quarta-feira, segundo a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), que administra o Afonso Pena, treze cargueiros foram afetados pelo problema e não puderam pousar ou decolar do Afonso Pena. Produtos eletrônicos e peças para montadoras de Curitiba deixaram de ser descarregadas. A Infraero informou que a viação de passageiros não foi afetada pelo incidente, mas companhias aéreas já registraram inúmeros atrasos e cancelamentos de vôos.

O cargueiro DC-10 derrapou na pista do Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais às 22h55 do último dia 6. Após derrapar, o cargueiro encalhou nas proximidades da pista principal, que desde então só pode ser utilizada em casos de emergência e grande fluxo de aeronaves. A pista principal tem 2.215 metros de comprimento. Operando com restrições, apenas 1.315 metros dela podem ser utilizados.

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