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Paraná

MST ocupa propriedade do coronel Valdir Copetti Neves

  • Por Rosângela Oliveira

Ciciro Back / GPP

Neves ficou detido 79 dias.

Um grupo de cerca de 60 integrantes do Movimento dos Trabalhadroes Rurais Sem Terra (MST) invadiu ontem duas propriedades na região de Itaiacoca, em Ponta Grossa. A primeira área, ocupada por volta das 5h, pertence ao tenente-coronel reformado da Polícia Militar,Valdir Copetti Neves. O militar foi preso pela Polícia Federal, no mês de abril, durante a Operação Março Branco, acusado de comandar um grupo de milícias armadas para defender áreas de fazendeiros na região. Ele ficou detido por 79 dias, mas ainda responde pelo processo. A segunda fazenda foi invadida durante à tarde.

De acordo com o advogado de Neves, Carlos Eduardo Martins Biazetto, os sem terra teriam chegado à propriedade encapuzados e disparando tiros para o alto. A grande maioria estaria armada com revólveres, espingardas e foices. Biazetto afirmou que eles renderam o caseiro, José Marcos Ferreira, de 31 anos, e o mantiveram, junto com a companheiro e uma filha de 3 anos de idade, preso por três horas no banheiro. Além de depredarem a propriedade, soltaram o gado e animais de criação.

O sítio de Neves tem cerca de 60 alqueires, e segundo o advogado, não é passível de reforma agrária por ser produtiva. O ex-militar, que mora em Curitiba, seguiu para Ponta Grossa para acompanhar o caso, mas não quis falar sobre o assunto. Biazzeto confirmou que ingressaria com um pedido de reintegração de posse. Para ele, a invasão foi motivada por questões políticas.

Um dos invasores, Francisco João as Silva, negou que os sem terra estariam armados e mantiveram o caseiro na residência. Segundo ele, a área pertence à Embrapa, e teria sido grilada pelo ex-militar. "É uma área do governo, então é nossa", falou, acrescentando que a idéia é assentar 2 mil famílias na região. Ele também negou que a propriedade de 600 alqueires que pertence à Marilena Coimbra, que é vizinha do sítio de Copetti, foi ocupada. No entanto, o advogado da família, Emerson Woyceichoski, disse que cerca de 15 pessoas já estariam instalando barracas no terreno. Ele também irá ingressar com um pedido de reintegração de posse.

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