O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) afirmou, ontem, que os ocupantes da área reempossada judicialmente pelo tenente-coronel reformado da Polícia Militar Valdir Copetti Neves devem continuar no local por enquanto. A determinação judicial para reintegração de posse da Chácara São Francisco foi dada na última segunda-feira pelo juiz da 3.ª Vara Cível da Justiça Estadual em Ponta Grossa, Francisco José Jorge, mas o movimento não reconhece a área como pertencente ao tenente-coronel.

Até ontem, o MST ainda não havia recebido nenhuma notificação para abandonar as terras, mas divulgou nota justificando que a área é grilada e, portanto, os trabalhadores devem requerer negociações com a Embrapa para deixá-la. De acordo com o MST, os integrantes repudiam a decisão considerando que Copetti "não é proprietário e não tem a posse legítima da terra, apenas pleiteia uma ação de usucapião de uma posse", conforme descreve a nota. A ordem de apoio à retirada dos sem terra foi entregue ontem ao comando da Polícia Militar de Ponta Grossa, que ainda deve fazer levantamento técnico da situação no local para repassar ao comando geral da PM, em Curitiba. O comando local aguardará determinações da Secretaria da Segurança Pública (Sesp) para liberação do efetivo necessário ao cumprimento da retirada dos integrantes do MST.

Já o adovgado de Copetti, Carlos Eduardo Biazeto, espera agilidade na retirada das famílias. "Se o Estado não fornecer os meios necessários para cumprimento da decisão judicial devemos responsabilizar quem quer que seja", garante.