Foto: Chuniti Kawamura

Praça de São Luiz do Purunã, na BR-277: poucos estragos.

Os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) desocuparam ontem as 25 praças de pedágio invadidas no Estado. O processo começou ainda na terça-feira, no mesmo dia da ocupação. Mas foi, principalmente, na tarde de ontem que eles deixaram os locais, seguindo o cronograma de ocupação do movimento.

Em 21 praças, os integrantes do MST saíram espontaneamente. De acordo com Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), foi necessária a força policial em quatro praças para que os sem terra deixassem o pedágio. Não houve feridos. Das 27 praças de pedágio do Paraná, somente as de Imbituva e de Jaguariaíva não foram ocupadas.

A primeira desocupação por meio de liminar de reintegração de posse aconteceu na terça à noite, na praça da concessionária Ecovia, na BR-277, em São José dos Pinhais. Foi necessária a interferência policial, assim como nas praças da Caminhos do Paraná na Lapa e em Irati, e da Econorte, em Jacarezinho. Nos outros locais, os sem terra aguardaram os oficiais de Justiça e policiais para o cumprimento da reintegração de posse, mas saíram espontaneamente.

Os manifestantes garantiram a passagem dos veículos sem a cobrança do pedágio. Na praça da Rodonorte em São Luiz do Purunã, na BR-277, alguns ainda vendiam bonés do movimento para os motoristas. Segundo o MST, a manifestação foi feita para lembrar o massacre de Eldorado dos Carajás, como protesto contra o agronegócio e o pedágio. Também pediram o assentamento de 8 mil famílias no Paraná.

O presidente da ABCR no Paraná, João Chiminazzo Neto, informou que irá divulgar um balanço dos prejuízos ainda esta semana, mas adiantou que não houve muitos estragos nas instalações. Ele também questionou a ação, afirmando se tratar de um ?palco político?.

Pelo País

Em São Paulo, um grupo do MST interditou por duas horas o km 151 da rodovia Transbrasiliana, a BR-153, no município de Promissão, e depois se dirigiu para a sede do Incra. Em Goiás, cinco fazendas foram invadidas nos últimos quatro dias. Integrantes do MST também ocuparam o escritório da Companhia de Abastecimento de Sergipe (Deso), no município de Poço Redondo, no sertão sergipano.