MST cobra agilidade em processo criminal contra Syngenta

O dia 21 de outubro de 2007 foi lembrado, ontem, com um ato ecumênico no cemitério de Cascavel, onde integrantes do Movimento Sem Terra (MST) e familiares homenagearam o trabalhador rural Valmir de Oliveira, o “Keno”, morto na data, durante a ocupação da antiga fazenda da Syngenta, no município de Santa Tereza do Oeste.

A organização Terra de Direitos que também relembrou o episódio cobrando mais uma vez agilidade no processo criminal movido contra a Syngenta. “O processo andou muito pouco em três anos, dá para dizer que não saiu da primeira fase. Até agora ninguém foi responsabilizado por esse verdadeiro massacre”, lamentou o assessor jurídico da organização, Fernando Prioste.

“Além de não apurarem as responsabilidades da Syngenta sobre a empresa MS Segurança que foi ao local com 45 homens armados para atacar os 200 integrantes acampados, ainda há o absurdo de acusarem oito integrantes do MST de participação nas mortes do próprio movimento”, acrescentou Prioste.

Junto a morte de “Keno”, o processo criminal também cobra providência sobre as lesões causadas à integrante do MST Isabel Cardin que levou um tiro no olho e até hoje apresenta dificuldades motoras.

“Por conta da demora no processo criminal, ajuizamos nesta semana um processo cível para que a Syngenta, responsável pela contratação dessa milícia, indenize Isabel e a família de Keno”, destacou. Em nota, a assessoria da Syngenta afirmou não ter informação sobre a ação civil mencionada.

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