Motoristas e cobradores de cerca de 25 linhas de ônibus paralisaram as atividades na tarde desta sexta-feira (08) e protestaram na Praça Rui Barbosa pela falta de pagamento dos salários referentes ao mês de dezembro. Segundo o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), a maior parte das empresas do transporte coletivo está em atraso com os trabalhadores e, caso a situação não seja regularizada até terça-feira (12), pode haver greve.

O protesto foi realizado por volta das 15h30 e durou aproximadamente meia hora. De acordo com o presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira, o indicativo de greve da categoria foi entregue ao Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp), à Urbs e à Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec).

“Iniciamos o ano de 2016 com mais um atraso. Mais uma vez o direito dos trabalhadores não foi respeitado e por isso nós fizemos essa paralisação, para chamar a atenção da população”, afirmou Anderson. De acordo com ele, aproximadamente 70% das empresas atrasaram o pagamento dos trabalhadores. Algumas pagaram apenas uma porcentagem do salário até o momento.

Greve

Anderson destacou que o objetivo do Sindimoc não é a greve, mas caso o pagamento dos salários não seja feito até às 0h de terça-feira a paralisação deve ser realizada. “Ela vai acontecer nas empresas que não efetuaram o pagamento e tentaremos garantir a frota mínima nos horários de pico e horários normais”.

Anderson destacou que o objetivo do Sindimoc não é a greve, mas caso o pagamento dos salários não seja feito até às 0h de terça-feira a paralisação deve ser realizada. “Ela vai acontecer nas empresas que não efetuaram o pagamento e tentaremos garantir a frota mínima nos horários de pico e horários normais”.

Anderson explicou que na segunda-feira (11) o sindicato deve notificar quais empresas estão inadimplentes e quais linhas devem parar.

Dificuldades

Em nota, o Setransp informou que algumas empresas estão com “dificuldades para honrar integralmente a folha salarial de seus colaboradores”. Conforme o texto, esse problema vem sendo discutido com os órgãos competentes desde o ano passado e é consequência de uma tarifa técnica que não cobre os custos de operação do sistema de transporte.

O Setransp ressaltou que as empresas estão fazendo todos os esforços para realizar o pagamento o mais breve possível e evitar transtornos à população.