As pessoas se arriscam, apesar do
movimento intenso de veículos nas estradas.

Neste ano, um terço das mortes registradas em rodovias federais que passam pelo Estado foi por atropelamento. Dos 328 mortos em acidentes, 108 foram atropelados, o que corresponde a 33% do total. O trecho considerado mais perigoso é o da BR-277, entre Curitiba e Paranaguá, do quilômetro 80 ao 84, próximo à subestação da Copel. No local, os motoristas abusam da velocidade e os pedestres teimam em não usar a passarela.

A inspetora Maria Alice Polo, chefe da Comunicação Social da Polícia Rodoviária Federal (PRF), explica que o trecho é perigoso devido o adensamento populacional. Na época das festas a situação é mais grave, pois triplica o movimento de automóveis – são pelo menos 2.500 a mais trafegando por hora na via.

Na maioria dos casos, os acidentes ocorrem devido a falta de prudência e atenção de pedestres e motoristas. Enquanto os condutores de veículos abusam da velocidade, os pedestres ignoram a passarela instalada no local, arriscando a vida.

?Mesmo que a passarela esteja a 500 metros é preferível usá-la?, afirma Maria Alice. Ela conta que tem gente alcoolizada que atravessa a estrada. Nessas áreas, a inspetora aconselha o motorista a reduzir a velocidade e ainda dar sinal de luz ou buzinar para se certificar que o pedestre pelo menos viu o veículo.

Pontos perigosos

A PRF também mapeou os pontos das estradas federais no Estado considerados mais perigosos, onde ocorre a maioria dos acidentes com vítimas fatais. Na BR-277 um dos trechos é o quilômetro 35, no início da Serra do Mar, onde começam a aparecer as curvas. Outro ponto é o quilômetro 38, após o Viaduto dos Padres, devido também às curvas e risco de aquaplanagem.

Nesses locais é recomendado atenção redobrada. Na BR-376, no trecho que liga Curitiba a Garuva (SC), os pontos mais perigosos são os quilômetros 671, 675 e 678. ?Por ser reta, as pessoas abusam da velocidade?, comenta Maria Alice. Para alertar a população sobre os perigos, a PRF promoveu anteontem uma espécie de blitz chamada Comando Educativo, entregando folders que ilustram as principais causas de acidentes. O próximo Comando Educativo será na véspera de Ano-Novo.

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