A música de concerto brasileira perdeu neste sábado (3) um de seus nomes de destaque. O maestro Roberto Tibiriçá Maestro Roberto Tibiriçá, regente da Sinfônica do Paraná, morre aos 72 anos, em São Paulo, após enfrentar um câncer. Com mais de quatro décadas de carreira, o músico comandou algumas das principais orquestras do país e, desde 2022, ocupava os cargos de diretor musical e regente titular da Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP).

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A despedida será realizada no Theatro Municipal de São Paulo, com velório aberto ao público em dois dias. Neste sábado (3), as homenagens acontecem das 18h às 22h, no Salão Nobre. No domingo (4), o corpo será velado das 8h às 12h, no palco da Sala de Espetáculos. O sepultamento está previsto para as 13h, no Cemitério São Paulo.

Uma trajetória de mais de 40 anos dedicada à música

A carreira de Roberto Tibiriçá foi marcada pela atuação à frente de importantes conjuntos sinfônicos brasileiros. O maestro ocupou os cargos de diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), da Orquestra Petrobras Sinfônica, da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e da Sinfônica Heliópolis, vinculada ao Instituto Baccarelli.

Sua experiência também ultrapassou as fronteiras brasileiras. No cenário internacional, regeu conjuntos como a Orquestra Simón Bolívar, na Venezuela, e consolidou uma trajetória que lhe rendeu reconhecimento dentro e fora do país.

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Entre as distinções recebidas ao longo da carreira estão o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Regente Sinfônico e a Ordem do Ipiranga.

Tibiriçá também integrava a Academia Brasileira de Música, onde ocupava a Cadeira nº 5. Em 2024, recebeu da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) o título de Doutor por Notório Saber, em reconhecimento à sua trajetória profissional e à contribuição para a música brasileira.

Maestro participou da renovação da Orquestra Sinfônica do Paraná

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Nos últimos quatro anos, Roberto Tibiriçá esteve à frente de uma fase importante da Orquestra Sinfônica do Paraná. Desde que assumiu a direção musical e a regência titular, em 2022, coordenou iniciativas de renovação artística e trabalhou para ampliar o alcance das apresentações do conjunto.

Uma das características de sua gestão foi a busca pela aproximação entre a música sinfônica e diferentes públicos. As iniciativas desenvolvidas nesse período contribuíram para ampliar a presença da orquestra na programação cultural de Curitiba e de outras cidades paranaenses.

Sua passagem pela OSP também fortaleceu a trajetória de um conjunto que desempenha um papel importante na difusão da música de concerto no estado.

A morte de Roberto Tibiriçá encerra uma carreira dedicada à regência e à valorização da música sinfônica. Sua atuação em instituições brasileiras, as experiências internacionais e o trabalho desenvolvido no Paraná fazem parte do legado que deixa para músicos e para o público.