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Morre o empresário que consolidou a Hugo Cini

  • Por Lyrian Saiki
Orlando Cini, uma vida dedicada
à empresa da família.

Foi enterrado ontem aos 84 anos de idade o industrial Orlando Cini, um dos nomes mais importantes do ramo de gasosas do Paraná e ex-presidente da Hugo Cini, fabricante da tradicional gengibirra. Cini estava internado há quatro dias no Hospital Santa Cruz com problemas respiratórios. Morreu às 17h de domingo, vítima de infarto. O empresário deixa viúva Maria de Lurdes Graciano Cini, três filhos – Orlando Júnior, Regina e Vera Lúcia -, sete netos e três bisnetos.

O diretor industrial da Hugo Cini e sobrinho de Orlando, Nilo Cini Junior, conta que a vida do tio sempre esteve associada à empresa. “Ele adorava o que fazia. Era ativo, subia nos tanques. Só se afastou da empresa há dois anos, devido ao traumatismo craniano que sofreu”, conta Nilo. O enterro aconteceu às 17h no Cemitério Parque Iguaçu, em Curitiba. Cerca de duzentas pessoas, entre amigos e parentes, prestaram a última homenagem ao industrial.

“Foi ele quem praticamente industrializou o parque fabril. Era voltado para o lado empreiteiro, aumentou a capacidade produtiva e comprou equipamentos novos”, cita Nilo. Orlando Cini também foi presidente do Sindicato de Bebidas durante anos.

Segundo mais vendido

O refrigerante Cini é, de acordo com a empresa, o segundo mais vendido em Curitiba. Além disso, lembra Nilo, o produto é comercializado em Santa Catarina e São Paulo e exportado há quase cinco anos para o Japão – país que recebe de dois a três contêineres por mês, o que rende aproximadamente de US$ 15 mil a US$ 20 mil mensalmente. O Paraguai é outro comprador em potencial.

Embora a gengibirra – feita a partir do extrato natural de gengibre – seja a bebida mais tradicional da fábrica, é a Cini Framboesa a mais comercializada.

Em comemoração ao seu centenário – a indústria foi fundada em 1904 pelo avô de Orlando, o italiano Egizio Cini (vide matéria abaixo) -, a empresa vai entrar no ramo de chá mate e ice tea, revela Nilo Cini. Outra meta é retornar a Curitiba, de onde a fábrica saiu em 1996, rumo a Pinhais.

Atualmente, a Cini envasa 11 mil litros de refrigerantes por hora, e a produção anual é de aproximadamente 30 milhões de litros. Toda a produção é feita automaticamente, da mistura de suas fórmulas para obtenção de seus xaropes próprios à fabricação e envase dos refrigerantes.

Empresa comemora centenário em 2004

Lyrian Saiki

A Hugo Cini S/A – Indústria de Bebidas e Conexos – tem suas raízes na Itália do século XIX. Foi da região de Veneto que Egizio Cini – avô de Orlando – imigrou com compatriotas embalados pelos ventos anarquistas que sopravam pela Europa naqueles tempos. Instalaram-se no Brasil em terras doadas pelo Imperador Dom Pedro II, no município de Palmeira, onde fundaram uma comunidade anarquista, a Colônia Cecília.

Desfeitos os sonhos anarquistas, Egizio iniciou a fabricação artesanal de bebidas no município de São José dos Pinhais, atividade que evoluiu e prosperou com a participação de seu filho Hugo Cini – pai de Orlando -, que em 1904 registrou a marca que até hoje leva o seu nome. Transferida para Curitiba, a Hugo Cini S/A passou a operar com modernos equipamentos em área de 5.000 m2, tendo suas bebidas reconhecidas como patrimônio da cidade que preza pela excelência da qualidade de vida. No final do ano de 1996, a indústria foi transferida para Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, onde está até hoje. A área atual ocupada é de 10.000 m2.

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