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Moradores do Boqueirão pedem segurança em rua

  • Por Elizangela Wroniski
Moradores fecharam a rua em protesto.

Os moradores do bairro Boqueirão, em Curitiba, estão revoltados com a falta de segurança na Rua Bley Zorning. Em menos de dois meses duas crianças morreram atropeladas. O último acidente ocorreu na quinta-feira com o garoto Marion Henrique Cardoso, 12 anos, que estava andando de bicicleta. No mesmo dia os moradores chegaram a queimar pneus em protesto e ontem repetiram o manifesto. A assessoria de imprensa da prefeitura informou que será instalada uma lombada eletrônica no local, só daqui a dois meses porque ela está sendo fabricada. Mas até lá um guarda de trânsito deve ajudar as crianças nos horários de entrada e saída das escolas.

Os dois meninos que foram mortos estudavam na mesma sala da Escola Municipal Germano Paciornik. Os amigos, revoltados com a situação, chegaram a fazer um abaixo-assinado com a assinatura de todos do colégio para ser entregue à prefeitura. “Todos estavam tristes”, disse Mayara Antunes, 9 anos, colega dos meninos.

Segundo a moradora Dulcemara Knopf, a região é muito perigosa. Ela não sabe se os motoristas tiveram culpa nos acidentes, mas reclama que falta sinalização. “Os alunos que estudam na região precisam passar por ali todo dia,” comenta. Para ela a lombada eletrônica está demorando muito. Também diz que na esquina do local do acidente, Bley Zornig com Cezinando Dias Paredes, existe um restaurante e os carros ficam estacionados atrapalhando a visão. “Os técnicos da prefeitura vieram aqui e constataram que não era necessário, mas precisam vir na hora do almoço. Se vierem conferir em outro horário não haverá problemas”, explicou.

Sheila dos Santos, 15 anos, conta que demora mais de 10 minutos para poder atravessar com a bisavó de 92 anos. “Tem que ter muito cuidado na hora de passar por aqui, a minha bisavó sempre precisa ir até a farmácia”, diz.

O administrador geral da Regional do Boqueirão, Paulo Cesar S. Sondal, esteve no local e prometeu que um guarda de trânsito ia ajudar às crianças na travessia até que a lombada fosse instalada. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, quando o primeiro acidente ocorreu foi realizada uma reunião com a comunidade e eles concordaram com a instalação da lombada eletrônica. Mas a sua fabricação demora três meses.

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