Proprietária de um pequeno aviário, localizado na Rua Bley Zornig, no Boqueirão, Dona Cleuza Terezinha Marcon, sofre pra atender seus clientes no fim da tarde. O motivo é o som alto dos automóveis que transitam no local diariamente. De acordo com a comerciante, entre 17h e 19h, a esquina com a Rua William Booth fica tomada por carros forrados por equipamentos de som automotivo e o barulho gerado pelos possantes é ensurdecedor.

“Às vezes tenho que gritar com o cliente pra entender o que ele quer. Mas o problema maior é no final de semana. Daí é o dia inteiro essa barulheira, além dos carros acelerando alto. Na madrugada também acontece. Os vizinhos vivem reclamando da poluição sonora”, afirma dona Cleuza.

Morador do Boqueirão há mais de 15 anos, o segurança Jacir da Silva conta que à noite a situação passa dos limites. Segundo ele, uma barraquinha que vende espetinhos, localizada na calçada de um supermercado, na esquina das ruas Bley Zornig e William Booth, é o ponto de encontro da turma que abusa do som alto. “Além do som alto, os carro também são todos modificados pra acelerar forte. Daí a piazada abusa da cervejinha e a rua vira pista de corrida. Ás vezes a polícia é chamada, mas as viaturas vêm, dão uma olhada e nada acontece”, diz.

De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente (SMMA), para denunciar abuso de som basta ligar nos telefones 156, da prefeitura, e 190, da Polícia Militar. As multas para quem ultrapassa os limites de ruído podem chegar a R$ 18 mil.

Gerson Klaina
Cleuza: fim de semana é só barulheira.
Gerson Klaina
Jacir: viaturas vêm e nada acontece.