Moradores da Ocupação Nova Primavera, localizada na CIC, acompanhados de integrantes do Movimento Popular por Moradia (MPM), realizam uma manifestação em frente ao prédio da Caixa Econômica Federal (CEF), na manhã dessa segunda-feira (9), na Avenida Marechal Floriano Peixoto, no centro de Curitiba.

O ato teria se iniciado por conta do não cumprimento de um acordo feito com a Superintendência da Caixa Econômica Federal e o MPM – que representava os interesses dos moradores da Ocupação Nova Primavera, criada no final de 2012.

De acordo com Sylvia Malapesta, coordenadora do MPM, houve uma reunião com a Superintendência Regional da CEF no CIC, em novembro de 2014, na qual ficou acordado que a CEF se comprometia a analisar o projeto de empreendimento habitacional no âmbito do programa Minha Casa Minha Vida Entidades – modalidade cujo maior diferencial é a destinação das moradias para famílias organizadas em cooperativas habitacionais ou associações.

Após o projeto ser protocolado, em dezembro daquele ano, a Superintendência teria enviado um e-mail ao MPM, dizendo que não dariam entrada na pré-análise, como definido na reunião, e se negavam a recebê-los para uma nova reunião.

Manifestantes invadiram o prédio da sede da Caixa Econoômica Federal em Curitiba. (Foto: Miguel Andrade)

“Ainda não está claro o porquê dessa negação, já que o projeto está dentro dos requisitos estipulados pelo Governo Federal”, afirma Sylvia Malapesta, coordenadora do MPM.

O projeto beneficiaria cerca de 350 famílias com unidades habitacionais na região onde atualmente está situada a ocupação. “Cada vez que chove, a ocupação fica toda alagada e causa muitos transtornos aos moradores”, explica.

Ocupação Nova Primavera, localizada na Cidade Industrial de Curitiba. (Foto: Colaboração)

Segundo Sylvia, funcionários da Caixa Econômica Federal chegaram a cuspir nos manifestantes pelas janelas do prédio. “Eles estão revoltados e, com isso, acabam até cometendo alguns excessos”, justifica.

Por volta das 12h, a Diretoria da Caixa Econômica permitiu que uma comissão, com cinco pessoas, entrasse para que fosse realizada uma reunião que definirá o desenrolar da manifestação.