O verdadeiro sentido do Natal, que é lembrar do nascimento de Jesus, está extremamente esquecido. Assim pensa o padre Reginaldo Manzotti, pároco da Igreja São José Operário, em Pinhais. Para mudar essa realidade, ele celebra hoje a Missa do Natal Solidário, às 19h, na Praça Nossa Senhora de Salete, em frente ao Palácio Iguaçu, em Curitiba. As pessoas que comparecerem à celebração são convidadas a levar um brinquedo, que será doado para crianças carentes.

Para o padre, os cristãos têm que tomar uma atitude, caso contrário, em breve o significado do dia santo será completamente distorcido. "Natal é dia de lembrar de Jesus, não dia de ceia. Se continuar assim, logo as pessoas vão dizer feliz Papai Noel ao invés de feliz Natal", criticou.

Manzotti afirmou que no Natal temos que ser pastores à procura da gruta de Belém. "Mas hoje essa gruta não é mais aquela onde está Jesus, mas sim os shoppings", reclamou, destacando que a necessidade de vender da sociedade e o povo mal orientado querendo suprir seu vazio interior geraram essa distorção. "Temos que suprir esse vazio com a presença de Jesus. Não adianta uma mesa farta de comida e miserável de amor e perdão", salientou.

A missa de Natal faz parte do Projeto Evangelizar é Preciso. Este ano o projeto reuniu 10 mil pessoas na Missa da Ternura, no Dia das Mães, outras 10 mil na Missa da Família, Dia dos Pais e mais 25 mil católicos na Missa de Finados. "Nossa expectativa é que 30 mil pessoas compareçam à missa de Natal. Vamos distribuir velas para todos", revelou o padre. Caravanas de várias cidades próximas a Curitiba e até de Santa Catarina e São Paulo estão se preparando para vir à missa.

Papai Noel

Segundo Manzotti, a figura do Papai Noel, que hoje se confunde com o Natal, foi criada por uma empresa de refrigerantes. "Ele foi criado como estereótipo de São Nicolau, que recuperava brinquedos e entregava para crianças. Mas como faz com tudo, o capitalismo acabou destruindo a imagem boa e criando um ícone do consumismo", falou. Mesmo assim, Manzotti não acha que o fim do Papai Noel resolveria o problema. "Com certeza criariam outra coisa para substituí-lo e continuar desvirtuando o sentido do Natal", afirmou.