O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou ontem que vai recorrer da liminar da 2.ª Vara Federal de Curitiba que determinou que todas as pessoas que vivem no Paraná devem ser vacinadas contra a gripe A (H1N1). A decisão judicial é da última segunda-feira. “O Ministério da Saúde discorda da questão do Paraná. E recorrerá da decisão porque para cumprir a ordem do juiz eu vou ter que tirar a vacina de alguém que precisa, que está no grupo de risco, que tem maior probabilidade de adoecer e morrer”, afirmou o ministro.

A liminar determina que cabe à União adquirir as vacinas para garantir a imunização de todos no Paraná em um prazo máximo de 20 dias, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. Com relação ao Estado do Paraná, a liminar estipula que o governo tem que remanejar o calendário de vacinação para contemplar o restante da população que não está nos grupos prioritários. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou ontem que ainda não tinha sido notificada da liminar. A decisão liminar foi resultado de uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal (MPF). Uma das justificativas da decisão é que a região Sul é uma das mais suscetíveis à incidência do vírus da gripe A (H1N1) devido às condições climáticas. Já a Sesa adquiriu vacinas que serão suficientes para 5 milhões de pessoas que vivem no Paraná.

A partir de hoje os laboratórios de análises clínicas disponibilizarão a vacina para quem não está nos grupos contemplados pela vacina gratuita. Em média, o valor é de R$ 80. As vantagens da dose particular é que ela é adaptada a todas as faixas etárias e é trivalente.

Falsa

Agentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e da Polícia Federal apreenderam vacinas falsificadas, entre elas contra Influenza A (H1N1), em uma drogaria do município de Dom Cavati, na região de Governador Valadares, Minas Gerais. O proprietário do estabelecimento e a farmacêutica responsável foram presos pela Polícia Federal.