Esta semana a meningite fez mais uma vítima no Paraná. Uma criança morreu na cidade de Paranaguá. Ela desenvolveu a meningite do tipo pneumocócica, que não é transmissível. Este ano já foram 25 casos dessa doença, com oito óbitos em todo o Paraná. Já a doença transmissível, do tipo meningocócica, fez até agora 142 vítimas, das quais 38 morreram. É o mesmo número de mortes registrado em todo o ano passado.

Segundo a responsável pelas doenças imunopreviníveis da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Nilce Haida, todas as medidas foram tomadas para evitar que a criança em Paranaguá viesse a óbito. O problema é que a meningite pneumocócica é o tipo mais grave da doença e, segundo a literatura médica mundial, cerca de 40% dos doentes acabam morrendo. No Estado, o índice está em 32%.

Mas a grande preocupação é com a doença do tipo transmissível. Em 2005, foram 200 casos com 38 óbitos, contra 142 casos e 38 mortes em 2006. A explicação para isso, segundo Haida, é que este ano os pacientes foram acometidos pela meningite hemorrágica, que também é um dos casos mais graves.

Haida explica ainda que a doença é monitorada, e sempre que é detectada são tomadas medidas para evitar o contágio, através do uso de medicamentos. São atendidos familiares e outras pessoas que tiveram contato com o paciente. Ela também diz que é importante as pessoas manterem os ambientes ventilados. Além disso, ao contrário do que as pessoas imaginam, as altas temperaturas também contribuem para a disseminação da doença. A meningite é uma inflação das membranas que revestem o cérebro. Ela ocorre devido a complicações de algum processo de infecção causado por bactéria ou vírus. Pode ser uma inflamação no ouvido, nas vias aéreas, de pele, entre outras. As pessoas apresentam febre alta, dor de cabeça, vômito e rigidez na nuca.