Quem passa pelo Centro Cívico nem sempre repara no prédio do Memorial Árabe, que tem arquitetura marcante em homenagem aos povos do Oriente Médio. A estrutura tem arcos, colunas, vitrais e a abóboda que lembram as edificações daquela região. O memorial se destaca numa praça com espelho d’água, em frente ao Passeio Público, e foi inaugurado em 1996.

Ao contrário do que muitos pensam, o Memorial Árabe não é museu. Dentro da estrutura funciona o Farol do Saber Gibran Khalil Gibran, que conta com biblioteca pública, espaço para leitura e acesso à internet, sob responsabilidade da Secretaria Municipal da Educação. Qualquer pessoa pode emprestar os livros, desde que leve comprovante de endereço e a carteira de identidade para cadastro. Pessoas de diferentes bairros da cidade e até da região metropolitana estão entre as frequentadoras da biblioteca. A região onde está o Farol do Saber / Memorial Árabe tem muitas linhas de ônibus, além de abrigar estabelecimentos comerciais e empresas.

Atila Alberti
Arquitetura marcante em homenagem aos povos árabes.

Por sua posição estratégica, o espaço se tornou local de estudos para moradores e quem trabalha na região, o momento de leitura das mães que esperam seus filhos saírem das escolas perto dali e a oportunidade de interagir com a cultura na biblioteca com cara diferente. O Farol do Saber / Memorial Árabe está passando por uma série de melhorias estruturais, desde a recuperação de pontos com problemas de infiltração até a reorganização do acervo da biblioteca. Serão prioritários os títulos de literatura, filosofia, conceitos religiosos, autoajuda e literatura específica árabe.

Inspiração

O nome do poeta e filósofo Gibran Khalil Gibran dá nome ao Farol do Saber instalado dentro do Memorial Árabe. Sua obra fez a ponte entre oriente e ocidente. Seu livro mais conhecido é O Profeta. Nasceu no Líbano em 1883 e morreu em Nova York (EUA) em 1931.

Drogados e bêbados na praça

Atila Alberti
Biblioteca com espaço pra leitura e acesso à internet.

Próxima ao Memorial Árabe está a Praça Dom Cailet, no encontro das ruas Barão de Antonina e Heitor Stockler de França. O local tem uma grande nogueira, árvore com restrição de corte. Mas o destaque da praça não é a imponência da árvore ou a fonte com uma estátua com o nome de Vênus Curitibana. O problema está nas pessoas que vão para a praça apenas para consumir bebidas alcoólicas e drogas. A equipe dos Caçadores de Notícias flagrou um homem dormindo em um canto da praça, onde grupos se reúnem para fumar crack, além de deixar garrafas vazias de vodka e outras bebidas.

“Isto está acontecendo com frequência. Um dia passei aqui e tinha gente no canto fumando crack. O cheiro era insuportável”, comentou Lurdes Nicoladi, que trabalha na região. Os moradores do entorno da praça também precisam lidar com os frequentadores. “Jovens se reúnem na base da árvore para consumir bebidas alcoólicas e tem um canto onde as pessoas consomem drogas. Tem dia que a praça tem muito lixo. Pelo menos nunca ouvi de problemas de mexerem com quem está passando pela praça”, contou o empresário Alberi Lenzi.

Atila Alberti
Com frequência o pessoal dorme no canto da praça.
Atila Alberti
Nogueira na Praça Dom Cailet não é o maior destaque.