O segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ontem, foi mais tranquilo que o primeiro, marcado por erros de impressão nas folhas de resposta e no caderno de provas. Estudantes não relataram problemas de impressão no exame. Porém, havia clima de expectativa sobre o que seria feito em relação à prova do dia anterior.

No sábado, o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep), Joaquim Neto, divulgou que a abstenção do primeiro dia ficou em 27% -em Curitiba, havia cerca de 100 mil inscritos. Ele garantiu que nenhum candidato será prejudicado pelos erros no cartão de resposta. Sobre o assunto, o MEC admitiu que estudará as queixas caso a caso.

Ameaças

O dia de ontem também foi marcado por declarações polêmicas por parte do MEC, através de seu perfil no twitter (@MEC—Comunicacao). No sábado, o órgão comemorava, pelo site, uma prova “sem incidentes” no País. Ontem, ameaçou processar um repórter do Jornal do Commercio, de Recife, que vazou o tema da redação antes do início das provas.

O canal de comunicação usado pelo MEC também não poupou estudantes que, segundo o administrador da conta, “dançaram” na prova e estavam “tumultuando” nas redes sociais.

“Estão sendo monitorados e acompanhados. Inep pode processá-los”, avisava o Ministério, que depois esclareceu que o aviso era para quem usou o celular nos locais de prova para acessar a rede.

Nota zero

A rede social – que chegou a ser tema de uma das perguntas do exame – foi intensamente usada por estudantes para comentar a prova. A estudante Bruna Rossi deu nota zero à organização, e afirmou que seria fácil ir ao banheiro com o celular, sem que a fiscalização percebesse. Também reclamou dos erros no exame, e comentou que achou a prova cansativa, mas não difícil: “A grande dificuldade é só no tamanho mesmo”, disse.