Foto: Alan Costa Pinto
Apesar do baixo retorno financeiro, Lúcio
Orowicz afirma que gosta da atividade.

Quem leva um utensílio doméstico para arrumar quer que ele volte funcionando plenamente. Essa é a regra, mas nem sempre é o que acontece na oficina de máquinas de costura de Lúcio Carlos Orowicz, 49 anos. Ele arruma máquinas de costura de todas as marcas e épocas, mas dá preferência às antigas.

“Tem gente que vem aqui para eu arrumar a máquina só para guardar como enfeite. Eu pergunto se a pessoa quer que faça costurar e ela responde que não. Insisto, mas não tem jeito”, contou, destacando que trabalha no ramo desde 1975. Em sua Oficina Orowicz tem cerca de 120 máquinas que estão para consertar ou que ele pegou para vender em consignação. “Lá em casa tenho mais. Ao todo são umas 350”, contou, destacando que ele mesmo não sabe costurar. “Sei fazer a máquina funcionar”, destacou.

Orowicz disse que no conserto de máquinas antigas ele é praticamente o único da cidade. “Tem gente que conserta, mas só as novas. Eu prefiro as antigas, pois as novas são quase que descartáveis”, revelou.

Apesar de atender mais clientes com máquinas antigas, Orowicz contou que conserta em média cinco máquinas por dia. “Financeiramente não é muito bom, mas eu gosto e além disso preciso”, disse, reclamando de um problema que acontece com as máquinas.

Algumas pessoas as levam para arrumar e nunca mais vão buscar. Ele tem guardadas máquinas há cinco, seis anos. “Não as vendo. De vez em quando faço doações ou retiro as peças para consertar outras”, contou, destacando que em alguns casos tem prejuízo, já que gasta para arrumá-las e os donos não vão buscar. A oficina de máquinas de costura fica na Rua Doutor Manoel Pedro, 205, próximo ao terminal de ônibus do Cabral.