Investigação

Maquinário público e cobrança clandestina: como funcionava o esquema investigado no Paraná

Fotografia em plano médio de três policiais civis de costas, posicionados em uma área coberta ou varanda residencial durante uma operação. Em primeiro plano, da esquerda para a direita: um policial à esquerda veste uniforme operacional preto com colete tático e as inscrições "POLÍCIA CIVIL PARANÁ" estampadas nas costas; ao centro, uma policial com os cabelos presos em rabo de cavalo veste uniforme preto e colete tático com a sigla "PCPR" em destaque; à direita, um policial veste jaqueta preta e colete tático com a identificação "POLICIAL" nas costas. Todos usam calças e botas pretas. No plano intermediário, o grupo encontra-se em um espaço com piso de cerâmica amadeirada, voltados para uma mesa de jantar com cadeiras pretas e um pequeno vaso com flores lilases sobre o tampo. Ao fundo, paredes em tons neutros e estruturas de uma residência completam o ambiente sob luz natural difusa.
Dinheiro cobrado pelo uso não era destinado à Prefeitura. Foto: PCPR.

Um suposto esquema de uso irregular de maquinário e servidores públicos para realizar serviços em propriedades particulares é investigado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) em Terra Rica, no Noroeste, nesta quinta-feira (22).

A apuração aponta que serviços de terraplanagem e remoção de terra eram realizados com tratores e caminhões municipais, enquanto os pagamentos seriam cobrados por fora do sistema oficial de arrecadação.

Segundo a investigação, os valores pagos pelos serviços não eram devidamente recolhidos aos cofres públicos. De acordo com o delegado Thiago Vicentini, os pagamentos teriam sido feitos por transferências bancárias via Pix e em dinheiro. A suspeita é de que a cobrança paralela permitia que os recursos circulassem fora dos procedimentos oficiais da prefeitura.

O esquema investigado envolveria agentes públicos, funcionários e uma pessoa sem vínculo com o setor público. A Polícia Civil apura a participação de cada um na prestação dos serviços, no uso dos equipamentos municipais e no recebimento dos valores.

A investigação apura possíveis crimes de peculato, relacionado ao uso ou desvio indevido de bens e recursos públicos por quem tem acesso a eles em razão do cargo, e corrupção passiva, que envolve solicitar ou receber vantagem indevida em função pública.

Operação para desmantelar grupo

Nesta quinta-feira, a PCPR cumpriu seis mandados de busca e apreensão em endereços de Terra Rica e do distrito de Adhemar de Barros. Durante a operação, os policiais recolheram celulares, computadores, cadernos com registros informais de controle, comprovantes financeiros e documentos públicos.

O material será submetido à análise para aprofundar a investigação e esclarecer o funcionamento do suposto esquema. A apuração busca reunir provas sobre o uso do maquinário municipal, a execução dos serviços particulares e a movimentação dos pagamentos.

A Polícia Civil ainda investiga as responsabilidades individuais dos envolvidos. Até que as investigações avancem, as suspeitas permanecem sob apuração e não representam uma condenação dos investigados.

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