Manifestantes pedem fim às mortes de crianças indígenas

Uma manifestação popular com faixas, cruzes e balões vermelhos foi realizada ontem, em Curitiba e outras nove capitais, em prol da redução do infanticídio indígena.

Costume em diversas tribos do País, o ato consiste em enterrar vivas crianças com problemas mentais, físicos, filhas de mães solteiras ou gêmeas.

Ao todo, 150 pessoas participaram da passeata, que saiu do Palácio Iguaçu em direção à Boca Maldita, no Centro.

Os participantes queriam mais atenção do governo para a liberação do Projeto de Lei n.º 1057, apresentado pelo deputado Henrique Afonso (PT/AC). Batizado de Lei Muwaji, o projeto prevê direitos às crianças indígenas vítimas do infanticídio.

Caso seja aprovada, a lei vai garantir que os direitos das crianças indígenas sejam protegidos com total prioridade, conforme determinam a Constituição Brasileira, o Estatuto da Criança e do Adolescente e todos os acordos internacionais dos quais o Brasil participa.

Segundo Edimilson Delsanto, coordenador da mobilização em Curitiba, as bexigas vermelhas representavam as crianças que já perderam a vida. Segundo ele, a validade da lei depende apenas de relatório que deve ser apresentado pela deputada Janete Pietá (PT/SP).

?O projeto está na gaveta da deputada há quase 12 meses. Se pensarmos que a cada ano o infanticídio mata 200 crianças, desde o arquivamento do processo, já perdemos 200 delas que poderiam estar vivas e saudáveis?, conta.

Manifestantes vindos da Grande Curitiba estiveram na passeata. ?Temos que lutar pelas crianças que morrem injustamente todo ano. Somos a favor das mães que querem proteger seus filhos da cultura dessas tribos?, afirma a manifestante Priscila Ferrante. 

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