Diferentemente do aconteceu em outros protestos, o de hoje reúne diversas centrais sindicais, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sindijus) e movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), e tem sido chamado de ato plural, já que as bandeiras de diversos participantes estão à mostra.
Depois da concentração na Boca Maldita, por volta das 11h, o grupo seguiu pela Rua XV de Novembro em direção à Praça Santos Andrande, dando fim à mobilização, que foi pacífica, pouco depois do 12h.
Causas
Portando cartazes, apitos e gritando palavras de ordem, os manifestantes escolheram causas próprias e coletivas para protestar. Assim como na mobilização realizada ontem (28), a reforma política é uma das pautas principais a serem debatidas.
Outro ponto-chave é a redução da tarifa para R$ 2,60, em dias úteis, o retorno da passagem de domingo para o valor de R$ 1 e também o passe livre para estudantes. Como slogan, os manifestantes gritavam: “meu dinheiro não é capim, eu quero passe livre, sim”.
Segundo Patrícia de Souza Lima, diretora do Sindicato dos Servidores Públicos de Curitiba (Sismuc), a entidade está presente no ato para lutar “por maior qualidade no ensino”. De acordo com Lima, a legislação pede que em cada turma de 30 anos, com idade entre 0 e 5 anos, existam três educadores, mas, na rede municipal, existe apenas uma.
Terceirização
Já a CUT se posicionou contra o Projeto de Lei Federal 4.330/04, proposto pelo deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), que permite a ampliação da terceirização do serviço público e também da iniciativa privada.
