Foto: Walter Alves/O Estado

Paredes: liberação ajuda
na ressocialização dos presos.

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Este ano, 1.120 dos 1.581 presos que estão em regime semi-aberto no Paraná vão poder passar sete dias em casa durante as festas de Natal e Ano Novo. A medida é prevista pela Lei de Execuções Penais. Os presos começam a deixar as penitenciárias na sexta-feira. Segundo o coordenador assistente do Departamento Penitenciário (Depen), Cezinando Paredes, a liberação ajuda no processo de ressocialização dos presos.

A liberação para passar sete dias com os familiares só é aplicada para os presos que estão em regime semi-aberto. Os 7.911 presos do regime fechado têm que se contentar com as visitas dos familiares na penitenciária. Paredes diz que a Lei de Execuções Penais prevê a liberação não apenas em datas especiais, mas ao longo do ano. Os presos da Colônia Penal Agrícola, em Piraqura, que moram em Curitiba, por exemplo, são liberados a cada 30 dias para passar o fim de semana com a família e os que têm residência no interior a cada 60 dias.

Durante o ano são emitidas sete portarias para liberar os presos. Para que eles possam ficar mais tempo com a família durante as festas de Natal e Ano Novo, a sexta e a sétima são emitidas juntas, acumulando os dias de ?folga?.

Mas nem todos os presos do regime semi-aberto têm direito ao benefício. Paredes explica que ele só é aplicado para aqueles que já cumpriram um sexto da pena, já trabalham na unidade e tem autorização da direção da instituição e da Justiça para visitar a família.

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O coordenador explica que o processo é gradativo, passa do regime fechado para semi-aberto e depois para o aberto. ?Aos poucos, os presos vão tendo contato com a sociedade e recebem o apoio da família. Vão desenvolvendo a responsabilidade. O muro no regime semi-aberto é a própria consciência?, diz.

Mas se por um lado a maioria dos presos aproveitam a oportunidade, também há aqueles que não retornam para a penitenciária. Nos últimos anos o índice ficou em torno de 6%. Quando isso acontece é comunicado a Vara de Execuções Penais e a Delegacia de Vigilância e Captura. Depois que o preso retorna, ele não tem mais direito ao regime aberto. No entanto, alguns casos são relevados. Há detentos que não conseguem voltar porque sofreram algum acidente, por exemplo.

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Hoje, no estado, 1400 presos se enquadram nesta categoria e cumprem pena na Colônia Penal Agrícola, em Piraquara. Outros 83 estão na Penitenciária Estadual de Ponta Grossa de regime semi-aberto e 98 mulheres na Penitenciária Estadual Feminina de Regime semi-aberto, em Curitiba.