Ao contrário do que muita gente imagina, os brechós em Curitiba atraem mais homens do que mulheres. Para isso há duas explicações. Os homens não são tão detalhistas como o sexo feminino e as roupas masculinas dificilmente saem de moda.

Izaura Noventa Nakama trabalha há 10 anos no ramo e conta que a maior parte dos clientes é de homens. Ela acha que isso ocorre porque eles têm mais facilidade para achar roupas que agradam. “A moda para eles muda muito pouco. São sempre as mesmas cores e tipos de corte de roupa”, fala. Além disto, eles não são tão detalhistas. Basta a roupa servir para que seja comprada.

Joel de Brito, 39 anos, é cliente antigo de Izaura. Dessa vez, ele levou para casa uma calça, uma camisa e um tênis por apenas R$ 23. “As roupas estão boas. Em outra loja eu ia gastar muito mais”, fala. Marcos Soares, 42 anos, não freqüenta brechós para comprar roupas para o dia-a-dia, mas sim para ocasiões especiais. A procura dele era por um smoking. Um dos motivos que o levaram até a loja foi o preço. “Encontrei um traje completo por R$ 50. Um novo não sairia por menos de R$ 200. Vou pagar o preço de um aluguel”, compara.

A proprietária de outra loja, Ivone Dena Souza, confirma que é mais fácil vender para homens. Isto acontece porque eles só compram roupa quando realmente estão precisando. Já, muitas mulheres, costumam dar apenas “olhadinhas” e só levam o produto se o caimento estiver perfeito.

Mas mesmo as lojas praticando preços atraentes, as vendas diminuíram nos últimos anos. Ivone acha que o poder aquisitivo da população anda muito baixo. Para não ter prejuízo, precisa ter cuidado na hora de adquirir os produtos. No caso das mulheres, só adquirem peças discretas e não muito coloridas. “Elas são muito atentas à moda”, observa.