Mãe e filha passam bem após transplante pioneiro

Mãe e filha que se submeteram ao primeiro transplante de pâncreas entre vivos fora dos EUA passam bem. A cirurgia, que durou oito horas, foi feita anteontem, no Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba.

O chefe da equipe responsável pela operação, João Eduardo Nicoluzzi, considerou a intervenção bem sucedida. O procedimento foi pago pelo SUS. Nos EUA, onde já foram feitos 130 transplantes, o custo da operação varia de US$ 150 mil a US$ 200 mil.

A mulher de 49 anos, de Guarapuava, que sofria de diabetes, recebeu parte do pâncreas da filha de 26 anos. De acordo com o médico, a compatibilidade entre a doadora e a receptora é de quase 100%, o que reduz os riscos de rejeição.

O pâncreas produz a insulina, hormônio responsável pela metabolização do açúcar. Os diabéticos têm uma deficiência na produção de insulina. A paciente que recebeu o órgão sofria da doença desde os 17 anos e chegou a desenvolver problemas de visão provocados pela enfermidade.

O transplante intervivos não é a solução para todos os diabéticos. Para se submeter à cirurgia, o paciente tem que ser portador da diabetes do tipo 1, também conhecida como juvenil. Doador e receptor precisam ter o mesmo tipo de sangue e serem geneticamente compatíveis.

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