A madrugada de chuvas fortes e ventos de até 65 km/h também foi de tempestade elétrica em Londrina. Da 0 hora até as 9 horas desta sexta-feira (9), o Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), registrou 91 raios por hora no período – 819 descargas elétricas caíram sobre o Município. De acordo com o órgão sediado em São José dos Campos (SP), o pico de incidência foi entre 3h e 4h30 da madrugada.

Uma descarga elétrica por raio pode ter até 30 mil ampères – cerca de mil vezes a intensidade de um chuveiro elétrico, segundo o Elat. A voltagem pode chegar a 100 milhões de volts – 1 milhão de vezes maior do que a encontrada em uma tomada residencial comum.

Na manhã desta sexta-feira (9), os mapas de descargas elétricas do Elat mostram uma intensa atividade elétrica na região sul do país, especialmente sobre o sul do interior de São Paulo e o Norte do Paraná.

Um dos maiores países tropicais do planeta, o Brasil é atingido 50 milhões de vezes por ano por raios. Anualmente, 110 pessoas morrematingidas no país – a cada 50 mortes no planeta, causada por descargas atmosféricas, uma é no Brasil.

Segundo o Elat, Londrina tem densidade de 7.84 por km²/ano de descargas atmosféricas –índice considerado alto pelos pesquisadores do assunto. Foz do Iguaçu é a campeã paranaense em raios, com densidade de 14,93 km²/ano.

Em campo aberto, como se proteger?

A dica do Elat é: “Se você estiver em um local sem abrigo próximo e sentir que seus pêlos estão arrepiados, ou que sua pele começou a coçar, fique atento – isto pode indicar a proximidade de um raio que está prestes a cair. Neste caso, ajoelhe-se e curve-se para frente, colocando suas mãos nos joelhos e cabeça entre eles. Não fique deitado”.