O prefeito Cássio Taniguchi anunciou ontem que adotará um plano de emergência, caso a questão do aterro sanitário da Região Metropolitana de Curitiba não se resolva nos próximos meses. Isso significa que o local do futuro aterro poderá ser definido por decreto, e não por licitação como vem ocorrendo.
“Não é essa a nossa vontade. O ideal seria que houvesse um consenso entre todos e solidariedade, mas se isso não acontecer, vamos ter que tomar uma medida emergencial”, comentou. A previsão é que o aterro localizado no bairro da Cachimba, zona sul de Curitiba, possa receber lixo até fevereiro de 2003.
“Estamos com um problema sério. São produzidas quase 2 mil toneladas de lixo por dia em Curitiba e região”, salientou o prefeito. Na semana que vem, deve ser publicada a segunda fase do edital.
Por enquanto, duas empresas estão pré-qualificadas a concorrer à licitação ? a Enterpa Ambiental e a Cavo. O problema é que as duas estão encontrando dificuldades. No caso da Enterpa, ela já havia escolhido um terreno em Fazenda Rio Grande para instalar o aterro, caso vencesse a licitação. A população do município, porém, não aprovou a idéia, e o prefeito de Fazenda Rio Grande, Antônio Wandscheer, anunciou que não irá conceder o alvará de funcionamento para o aterro.
A situação da Cavo, por outro lado, recai na questão jurídica. A empresa comprou uma área em Mandirituba, mas uma liminar concedida à Associação de Proteção do Meio Ambiente de Araucária (Amar) impede que o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) avalie a área e conceda o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) para a instalação do aterro.
O prefeito de Mandirituba, Luiz Carlos Chemin, mostrou ontem sua indignação, durante reunião do Consórcio do Lixo, realizado no Ippuc. “Se o projeto não for viável, vou ser o primeiro a discordar. Mas nem querem que o IAP faça a avaliação. Como um órgão pode ser proibido de avaliar o projeto?”, indagou. O Consórcio do Lixo integra Curitiba e outros treze municípios da Região Metropolitana. (LS)


