O Banco Central do Brasil determinou, nesta quarta-feira (18/2), a liquidação extrajudicial do Banco Pleno. A instituição integrava o conglomerado do Banco Master até o segundo semestre do ano passado, quando foi vendida a um ex-sócio de Daniel Vorcaro.
Em comunicado oficial, o BC informou que a decisão foi motivada por “infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil”. Segundo a autarquia, a situação econômico-financeira da instituição está comprometida.
O órgão regulador afirmou que estão em andamento as medidas cabíveis para apurar responsabilidades, dentro de suas competências legais. O resultado das investigações pode levar à aplicação de sanções administrativas e ao envio de comunicações às autoridades competentes. Conforme a legislação, os bens dos controladores e administradores da instituição ficam indisponíveis.
A liquidação também atinge a Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., integrante do conglomerado prudencial de pequeno porte Pleno. De acordo com o BC, o grupo detém cerca de 0,04% do ativo total e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional.
Esta é a sexta operação em regime especial envolvendo instituições ligadas ao Banco Master. Entre os casos anteriores estão o próprio Banco Master, a Master Investimentos, o Letsbank, a Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, a Reag Trust e o Will Bank.
