Pegar táxi em Curitiba pode ficar mais fácil. Pelo menos é o que pretende o novo projeto de lei apresentado na Câmara, que prevê a extinção dos pontos semiprivativos. Atualmente, existem dois tipos de pontos, em áreas mais movimentadas, em que o taxista pode aguardar pela corrida com segurança e tranquilidade. Um é de livre acesso para qualquer taxista, enquanto os outros são os semiprivativos.

Nos semiprivativos, apenas 20% dos táxis não precisam ser cadastrados junto à Urbs para uso do ponto. “A categoria está unida para acabar com esse tipo de mecanismo, que é desfavorável aos taxistas que não possuem cadastro. Queremos igualar a condição de todos para que não haja favorecimento para ninguém”, defende o presidente do Sindicato dos Taxistas (Sinditaxi), Abimael Mardegan.

Para o presidente, com a nova regra haverá mais concorrência entre os taxistas. “Principalmente acabamos com a espera em pontos de grande fluxo, que ficam com filas nos horários de pico, pois enquanto os taxistas cadastrados realizam uma corrida, os passageiros deste ponto têm que aguardar os veículos com cadastro”, explica.

Altair: vai causar baderna.

Nem todos concordam

A proposta, apresentada neste mês pelo vereador Jairo Marcelino (PSD), encontra resistência por quem é cadastrado. “Essa lei vai causar muita baderna. Todos os táxis virão para o centro e não terá mais gente querendo ficar nos bairros. Só neste ponto da Rua XV são 47 carros cadastrados. Acho que eles deveriam criar mais pontos em vez de prejudicar quem já trabalha”, critica o taxista Altair Corrêa.

Para a vendedora Luíza Rutherfod, o que importa é que não falte táxi. “Geralmente uso o celular para chamar o táxi, é mais prático. Mas quando estamos na rua, reparo que normalmente os pontos ficam bem vazios. Se essa lei fizer com que haja mais carros disponíveis, vou adorar”, afirma Luíza.
Tramitação

O projeto já tramita na câmara, mas primeiro recebe instrução técnica da Procuradoria Jurídica para depois seguir para as comissões. Depois, a proposta segue para ser votada em plenário e, se aprovada, dependerá da sanção do prefeito.

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