Parte de um projeto-piloto, o Paraná começou a ampliar a oferta de um novo medicamento para o tratamento do diabetes: a insulina glargina. Desde fevereiro, mais de 2,9 mil pacientes iniciaram o tratamento com o fármaco no estado. A partir deste mês, as 22 Regionais de Saúde passarão a disponibilizar o medicamento por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

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A insulina glargina foi incorporada ao rol de tratamentos do SUS para diabetes tipo 1 e tipo 2 em 2019. No entanto, a ampliação do acesso ao medicamento só começou em 2025. Desde então, a estratégia adotada é promover a substituição gradual da insulina NPH pela glargina para os pacientes que atendem aos critérios estabelecidos.

Diferentemente de outros esquemas terapêuticos, que podem exigir até três aplicações diárias, a glargina tem ação prolongada e, na maioria dos casos, requer apenas uma aplicação por dia. O medicamento proporciona um controle glicêmico mais estável, reduz o risco de episódios de hipoglicemia e favorece a adesão ao tratamento.

Desde o início da iniciativa, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) distribuiu 19.891 canetas reutilizáveis. Na primeira fase, o programa contemplou idosos com 80 anos ou mais diagnosticados com diabetes tipo 1 ou tipo 2, além de crianças e adolescentes de 2 a 17 anos com diabetes tipo 1.

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Em Curitiba, o tratamento está disponível desde março. Uma nova recomendação do Ministério da Saúde ampliou o público beneficiado, incluindo idosos com 70 anos ou mais. Com isso, cerca de 9,7 mil pessoas poderão ser atendidas na capital. Segundo a Prefeitura, a oferta será ampliada gradualmente.

Para abastecer as Regionais de Saúde, o Governo do Paraná receberá um novo lote com 6.354 canetas reutilizáveis, previsto para agosto.

Como iniciar o tratamento?

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O acesso à insulina glargina começa na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência do paciente. Em Curitiba, a avaliação pode ser feita em qualquer uma das 109 Unidades de Saúde da rede municipal. A relação completa dos endereços está disponível no site da Prefeitura.

Durante a consulta, a equipe de saúde avalia se o paciente atende aos critérios para substituir a insulina NPH pela glargina. Caso a mudança seja indicada, o paciente recebe orientações sobre a técnica correta de aplicação, o armazenamento adequado do medicamento e o uso da caneta reutilizável, que tem validade de até três anos.