Indústria, Comércio e Serviços

Indústria do Paraná cresce 1,2% em 12 meses, superando média nacional

A produção industrial do Paraná registrou avanço de 1,2% no acumulado dos últimos 12 meses, superando o índice nacional de 0,9% no mesmo período. Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (9), fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) e refletem o desempenho positivo dos principais segmentos da indústria paranaense.

Setores tradicionais da economia do Estado sustentaram o crescimento, com destaque para papel e celulose (4,8%), móveis (12,6%), produtos químicos (9,3%), máquinas e equipamentos (8,4%) e veículos automotores (3,5%). Esses resultados compensaram oscilações pontuais em alguns setores que enfrentaram volatilidades, como a taxação de produtos brasileiros pelos Estados Unidos.

No período de janeiro a outubro, a produção industrial do Paraná cresceu 0,9%, também acima da média nacional de 0,8%. Nesse recorte, destacaram-se a fabricação de móveis (12,2%), veículos automotores (2,3%), máquinas e equipamentos (7%) e produtos químicos (9,5%).

Na comparação mensal, o Paraná apresentou crescimento de 0,5% em outubro em relação a setembro, enquanto a variação nacional foi de 0,1%. O estado acumula seis meses com altas ao longo de 2025, incluindo fevereiro, março, abril, junho, agosto e outubro.

Para mitigar os impactos das tarifas norte-americanas sobre o setor madeireiro, o governo estadual enviou à Assembleia Legislativa um projeto de lei que autoriza a aquisição de até R$ 150 milhões em créditos tributários e propõe a redução da alíquota interna de 19,5% para 12% para produtos da indústria madeireira. A medida visa estimular a atividade econômica do setor e preservar empregos no estado.

Apesar da queda de 17,6% nas exportações para os EUA em relação ao mesmo período do ano anterior, a balança comercial do Paraná mantém-se superavitária, com empresas buscando diversificação de mercados. As vendas para a Índia cresceram 39,2% e para a Argentina, 69%, compensando parcialmente a redução no comércio com os Estados Unidos.

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