Índios mantêm bloqueio no Norte

Um grupo de cinqüenta índios, caingangues e guaranis, da Reserva Indígena de Pinhalzinho, em Tomazina, no Norte Pioneiro, mantém, pelo segundo dia consecutivo, o bloqueio de uma estrada vicinal, que liga o município a Guapirama. Eles exigem a liberação de um alvará de pesquisa pelo Departamento Nacional de Pesquisa Mineral, órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia, para a exploração de um porto de areia na reserva.

Os índios querem utilizar o porto de areia no Rio das Cinzas como uma alternativa de renda para a comunidade. Eles também reivindicam explicação junto à Fundação Nacional do Índio (Funai) sobre a demora na liberação da documentação.

O processo, segundo o grupo, teve início há mais de um ano.

Os índios alegam que a instituição não lhes fornece respaldo em nada. “A Funai só dá cesta básica, mas o que queremos é trabalhar”, disse o cacique Nimboká Vidu. Os índios, que prometem continuar o protesto até serem atendidos, estão armados com facões, foices e tacapes e ostentam pinturas de guerra, principalmente no rosto e no tórax.

A estrada interditada, de terra batida, fica a 5 km de Guapirama e serve basicamente para movimentação na zona rural da região. Ontem à tarde, carros de passeio e caminhões tiveram que retornar, pois foram impedidos de passar.

Fome Zero vai começar pelo Ribeira

O assessor da Presidência da República e coordenador do Comitê Coletivo Mais, Caio Magri, escolheu anteontem, em São Paulo, o Paraná como sede do lançamento nacional do programa Fome Zero. O programa vai começar pelo Vale do Ribeira, Guaraqueçaba e Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

O Paraná foi escolhido por causa do projeto para captação e distribuição de recursos, apresentado pelo Provopar em parceria com a Copel, que será modelo para o resto do País. “Nenhum outro estado apresentou projeto concreto que pudesse ser seguido”, explicou a presidente do Provopar, Lúcia Arruda. A Copel vai oferecer a conta de energia elétrica de seus consumidores para obter recursos para o programa e pretende recolher nas faturas doações que vão de R$ 1,00 a R$ 10,00 para o combate à fome.

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