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Paraná

Incra-PR prevê assentar 1.500 famílias neste ano

  • Por Guilherme Luís Voitch
Os números foram apresentados
no seminário realizado ontem.

Cerca de 1.500 famílias devem ser assentadas neste ano no Paraná. O cálculo é do superintendente do Incra-PR, Celso Lisboa de Lacerda, que ontem participou do Seminário Estadual da Reforma Agrária. O evento foi promovido pela Associação dos Servidores do Incra (Assincra), pela secretaria agrária do PT e pela Via Campesina e contou com a participação de de representantes do governo estadual e da sociedade civil organizada.

Celso diz que a previsão de 1.500 famílias é otimista e reconhece que o número é baixo para acabar com o clima de tensão existente no campo. “Com o início dos governos Lula e Requião houve um entendimento de que a reforma agrária seria acelerada. Isso aumentou o número de pessoas nos assentamentos e, conseqüentemente, provocou um temor por parte dos ruralistas”, explicou.

Segundo ele, o Paraná tem entre 11 e 12 mil famílias vivendo nos acampamentos sem-terra, nas ocupações e em beira de estradas. No ano passado o governo federal promoveu um cadastramento de possíveis candidatos ao assentamento. Mais de 30 mil famílias procuraram o serviço mas, segundo Lacerda, o número não corresponde à real situação paranaense.

Entre os fatores que impossibilitam o Incra de assentar um número maior de pessoas estão a falta de verba do entidade em todo Brasil ? R$ 1 bilhão para todo País – e a precária situação da entidade no Paraná. “Temos apenas cinco técnicos para fazer trabalho de campo e de análise no Estado”, lamenta o superintendente.

Soluções

O encontro de ontem serve, segundo Lacerda, para encontrar alternativas à situação “complicada” do Incra. “Já recebemos boas respostas do governo do Estado e poderemos trabalhar em conjunto com as secretarias da Agricultura e do Meio Ambiente”, diz.

O coordenador da Secretaria Agrária do Partido dos Trabalhadores (PT), Darcy Frigo, disse que os seminários pretendem traçar um novo panorama para a reforma agrária nacional. O modelo de desapropriação praticado até o ano passado, por meio do Banco da Terra, não deve ser mais utilizado. “Estamos discutindo com os movimentos populares a criação de um novo modelo”, conta.

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