Alerta

Incidência de casos de dengue preocupa autoridades

Com a proximidade do verão, e com os termômetros registrando temperaturas cada vez maiores, aumentam também as preocupações dos órgãos de saúde em relação à incidência de casos de dengue no Paraná.

As gestões de saúde municipais e estadual têm procurado implementar ações para inibir a reprodução do mosquito transmissor da dengue, o Aedes Aegypti, e a consequente alta no número de casos da doença.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), de janeiro até agora foram contabilizados 8.718 casos suspeitos no Estado, dos quais 835 foram confirmados.

Destes, 712 eram autóctones (contraídos no Estado). O secretário de Estado da Saúde, Gilberto Martin, no entanto, conta que a tendência é que haja uma explosão de casos da doença, já que o clima úmido e quente propicia a proliferação do mosquito.

Segundo Martin, a Sesa já vem intensificando medidas de orientação e ações operacionais contra a dengue. “É fundamental que cada um faça a sua parte e elimine os recipientes que podem servir de criadouro”, avisa o secretário.

Martin ressalta que o número de caso da doença vem caindo nos últimos anos. No ano passado, foram registradas 18.199 suspeitas, das quais 1.011 se confirmaram. Em 2007, foram confirmados 25.988 casos dos 50.160 casos suspeitos notificados pela Sesa.

Em Curitiba, de acordo com a coordenadora do programa de Combate à Dengue da Prefeitura de Curitiba, Márcia Krempel, foram confirmados apenas seis casos em 2009.

Descaso

Mesmo com as orientações dos órgãos de saúde, ainda são frequentes as notificações de casos de omissão de proprietários de imóveis quanto a possíveis criadouros do mosquito.

De acordo com Márcia Krempel, a prefeitura de Curitiba recebeu 990 solicitações de vistoria em locais onde pode haver criadouros do mosquito pelo serviço 156. O designer Alexandre Utrabo conta que já comunicou a prefeitura mais de uma vez quanto ao terreno vizinho ao edifício onde mora, na Rua Ângelo Sampaio.

No local, além de água parada, o subterrâneo da obra em construção acumula lixo, o que também propicia a proliferação de ratos. “À noite esse espaço é tomado por usuários de drogas. Mesmo depois de comunicar a prefeitura, ainda não temos uma resposta sobre o problema”, conta Utrabo.

Márcia Krempel informa que o departamento responsável já autuou o proprietário do terreno, porém não obteve retorno. Segundo ela, o processo administrativo aberto contra o proprietário está sob análise da Procuradoria-Geral do Município, que deve tomar medidas judiciais acerca do imóvel.

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