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Técnicos avaliam danos na estação
de captação do Rio Iguaçu.

Um incêndio na madrugada de ontem na estação de captação de água do Rio Iguaçu afetou o abastecimento de parte de Curitiba, Piraquara e São José dos Pinhais, prejudicando 820 mil pessoas. O fogo começou às 2h e destruiu o quadro de comando de três das seis bombas que funcionam no local. A previsão do gerente de produção da Sanepar, Paulo Raffo, é que o abastecimento fosse normalizado na madrugada de hoje. Escolas, creches e hospitais foram atendidos com caminhões-pipa.

A estação atingida pelo fogo fica às margens da BR-277, no sentido litoral-Curitiba. Raffo suspeita que um curto-circuito tenha provocado o incêndio. O fogo começou em um dos painéis de comando e se espalhou para os outros dois. O operador do sistema, que trabalha em uma sala ao lado, viu as chamas e acionou o Corpo de Bombeiros, evitando que o fogo atingisse os outros painéis. Antes das 3h, o incêndio já havia sido apagado.

Com o calor, os vidros das janelas se estilhaçaram, mas ninguém se feriu. No momento, só estavam no local o operador e o vigia. Raffo comenta que a Sanepar possui uma brigada de incêndio, mas não foi acionada porque não daria conta de conter as chamas. "Em 30 anos de operação, nunca vi um incêndio com essas proporções", comentou.

Funcionamento

A estação de captação é responsável pelo abastecimento dos bairros da região sul e leste de Curitiba, da cidade de São José dos Pinhais e parte de Piraquara. Foram afetadas principalmente as pessoas que não possuem caixa d’água e grandes consumidores – como escolas e hospitais.

A água captada do Rio Iguaçu vai para a estação de tratamento, a maior do Paraná, e depois segue para os reservatórios dessas regiões. É de madrugada que a Sanepar repõe o estoque dos reservatórios. Mas a atividade foi totalmente paralisada porque, por medida de segurança, as bombas que não foram atingidas pelo fogo ficaram desligadas por cinco horas.

No entanto, por volta das 7h, elas voltaram a operar. As seis bombas juntas produzem 3 mil litros de água por segundo, mas devido ao acidente a produção caiu para 2,4 mil litros/segundo. Para reforçar o abastecimento, o sistema Irai aumentou a captação em mais 400 litros por segundo, desde as 9h30 de ontem. As medidas fizeram com que 70% do sistema fosse restabelecido. Além disso, uma das bombas danificadas estava sendo consertada para entrar em operação, passando a produzir mais 500 litros por segundo. Dessa forma o sistema praticamente voltaria ao normal.

A Sanepar já contratou uma empresa para fazer o laudo técnico e identificar o que provocou o curto-circuito. Os peritos do Instituto de Criminalística também estiveram no local para avaliar o caso.