A Urbs, empresa que gerencia o transporte em Curitiba, começou a exigir nesta semana o comprovante de pagamento da contribuição sindical anual dos taxistas autônomos antes de emitir documentos como a renovação do certificado cadastral de condutor. A imposição foi feita pela Justiça, atendendo a um pedido do Sindicato Intermunicipal dos Condutores Autônomos de Táxi do Estado do Paraná (Sinditaxi). Os taxistas não estão gostando nada da novidade, já que a medida é retroativa a 2005, e terão de desembolsar R$ 340.
A Associação de Táxi Sereia reúne 400 motoristas autônomos. O presidente da entidade, João Pinheiro da Silva, concorda com a contribuição sindical, mas diz que os R$ 340 vão fazer falta no bolso dos condutores. Por mês, ganham em média R$ 1,1 mil e ainda precisam pagar taxas referentes aos gastos da associação com água, luz e central telefônica, que podem chegar até R$ 400. ?A contribuição é importante para construir um sindicato forte. Mas poderia começar a cobrar deste ano em diante?, argumenta.
O presidente do Sinditaxi, Pedro Chalus, diz que há 10 anos os taxistas pararam de contribuir com o sindicato, época em que foram criadas as associações de taxis. No entanto, a Consolidação das Leis do Trabalho exige que todos os profissionais façam contribuições anuais. As pessoas que trabalham para empresas têm o desconto feito no contracheque, mas os autônomos precisam fazer o pagamento diretamente ao sindicato.


