Os impactos ambientais que a Copa do Mundo FIFA Brasil 2014 causará em Curitiba estão em discussão, nesta quinta e sexta-feira (20 e 21), no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc). O evento teve início na manhã desta quinta e é uma parceria da Embaixada Britânica com o Ministério do Meio Ambiente e a Prefeitura de Curitiba.

A consultoria britânica Useful Simple Projects, responsável pela medição das emissões de carbono na preparação de Londres para os jogos olímpicos de 2012, apresenta uma oficina sobre Pegada de Carbono na Copa do Mundo 2014.

Pegada de Carbono é a forma de medir a quantidade de poluentes que causam o aquecimento global como o dióxido de carbono (CO2), que são lançados no meio ambiente por meio das atividades humanas. “Essa é uma oficina focada em uma situação específica, que é a pegada de carbono em um projeto importante para Curitiba e para o Paraná, que é a Copa do Mundo”, disse o secretário municipal para a Copa, Luiz de Carvalho.

“Aqui vamos discutir qual a melhor forma de organizar esse grande evento e tirarmos proveito dele”, definiu Luiz de Carvalho. O representante da Embaixada Britânica no Brasil, Guilherme Johnston, falou sobre a experiência do Reino Unido na execução de grandes eventos e no estudo da pegada de carbono.

Cidades-sedes

“Vamos capacitar todas as cidades-sedes da Copa. Curitiba já é conhecida mundialmente por suas boas práticas ambientais”, afirmou Guilherme Johnston. A engenheira do Ippuc, Susana Costa, assessora técnica da Prefeitura para a Copa do Mundo, apresentou todas as obras que estão sendo realizadas em Curitiba para a Copa.

“Além das obras da Copa, existem várias outras intervenções referentes à questão de mobilidade em andamento na cidade”, explicou Susana. Com base no que foi apresentado sobre as obras, as consultoras Joanne Carris e Judith Sykes da Useful Simple Projects vão traçar um panorama sobre a pegada de carbono que a Copa vai gerar na cidade. As discussões acontecem durante a tarde desta quinta e o dia inteiro na sexta-feira.

O secretário do estado para a Copa, Mário Celso Cunha, traçou um panorama sobre as obras estaduais para a Copa. “Há uma grande integração entre as obras da Prefeitura e do governo do estado, através da Comec (Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba), como as radiais metropolitanas e o corredor aeroporto/rodoviária. Queremos fazer a integração de todos os municípios do estado durante a Copa”, afirmou Mário Celso Cunha.

Obras 

Estão em andamento várias intervenções na área de mobilidade em Curitiba ligadas à Copa do Mundo. São investimentos de R$ 141 milhões em oito grandes obras, com recursos do Município, do Governo do Estado, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Agência Francesa (AFD). Estas obras são: Trincheira Bacacheri/Bairro Alto (R$ 9 milhões); Linha Verde Norte (R$ 52 milhões); Binário Chile/Guabirotuba (R$ 9,5 milhões); Anel Viário (R$ 36,3 milhões; Rua 24 Horas (R$ 4 milhões); Avenida Marechal Floriano Peixoto (R$ 8,4 milhões); e as Avenidas Toaldo Túlio (R$ 4,7 milhões) e Fredolin Wolf (R$ 17 milhões) que formam uma nova ligação viária BR 277/Santa Felicidade/Parques Tingui e Tanguá/Ópera do Arame.

PAC da Copa

O PAC da Copa é um complemento importante para as obras do mundial, com mais R$ 450 milhões em financiamento ao município e ao governo do Paraná. São mais oito obras de mobilidade urbana em Curitiba e Região Metropolitana: Avenida das Torres (Corredor Aeroporto/Rodoferroviária/Estádio); Linha Verde Sul; Corredor Metropolitano; Marechal Floriano; Rodoferroviária; Terminal Santa Cândida; Sistema Integrado de Monitoramento (SIM) e Vias de Integração.