Braços cruzados!

IFPR inicia greve e pede cumprimento de acordo firmado há dois anos

Entre as principais reivindicações do movimento nacional estão a regulamentação da jornada de 30 horas semanais.
Entre as principais reivindicações do movimento nacional estão a regulamentação da jornada de 30 horas semanais. Foto: Reprodução/Google.

A partir desta quinta-feira (26/2), os servidores técnico-administrativos em educação (TAEs) do Instituto Federal do Paraná (IFPR) entram em greve. A paralisação foi aprovada por 80% da categoria em assembleia realizada na última sexta-feira (20/2).

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Básica, Técnica e Tecnológica do Estado do Paraná (SINDIEDUTEC-PR), a mobilização ocorre em razão de acordos firmados em 2024 que, segundo a entidade, ainda não foram cumpridos.

Entre as principais reivindicações do movimento nacional estão a regulamentação da jornada de 30 horas semanais, a implantação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) sem restrições e a racionalização dos cargos da carreira.

O debate envolve o Projeto de Lei nº 5.874/2025, que trata da jornada de trabalho, além da definição adotada pelo governo sobre quais servidores atendem público externo. Segundo o sindicato, caso o texto seja aprovado como está e prevaleça o entendimento atual do Ministério da Gestão e da Inovação, trabalhadores que hoje possuem jornada flexibilizada poderão perder esse direito. 

Em relação ao RSC, apresentado como instrumento de valorização profissional, o sindicato argumenta que o texto aprovado estabelece limites orçamentários, exclui aposentados, servidores em estágio probatório e pensionistas, restringe a concessão a até 75% dos servidores ativos e prevê um processo de avaliação considerado burocrático.

E aí, IFPR?

Em nota, a reitoria do IFPR afirmou que “expressa respeito à liberdade de manifestação e ao direito à greve dos servidores públicos” e garantiu à comunidade acadêmica diálogo permanente com o SINDIEDUTEC e com o Comitê Estadual de Greve, a fim de assegurar a manutenção das atividades essenciais. 

O ofício encaminhado pelo sindicato informa que a categoria permanece aberta à negociação, mas não pretende abrir mão do cumprimento integral do acordo firmado há dois anos. Uma nova assembleia está prevista para sexta-feira (27/2). 

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